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Por Angelo Verzoni
Um estudo encontra níveis elevados de toxinas cancerígenas perto do local do incêndio da Grenfell Tower.

Por Angelo Verzoni

 

Um novo estudo encontrou níveis anormalmente elevados de produtos químicos cancerígenos e outros problemas de saúde perto do local do incêndio da Grenfell Tower em Londres. Os pesquisadores pedem que sejam dados passos para avaliar os riscos que esses produtos químicos representam para a saúde das pessoas que vivem na área e das pessoas que responderam ao incêndio e limparam a zona.

Pesquisadores da University of Central Lancashire (UCLan, da sigla em inglês) na Inglaterra, realizaram o estudo que foi publicado pelo jornal Chemosphere em março.

"Existem provas indiscutíveis de contaminação na área em volta da torre, que apontam para a necessidade de realizar análises independentes mais profundas para quantificar os possíveis riscos para os residentes," disse Anna Stec, autora principal do estudo e professora de química e toxicidade dos incêndios da UCLan, numa declaração publicada pela universidade. "Agora é essencial realizar exames médicos de longo prazo para avaliar a existência de efeitos adversos do incêndio para a saúde dos residentes, dos socorristas e dos trabalhadores da limpeza. Isso proporcionará também uma preparação para lidar no futuro com esse tipo de desastres."

Um mês depois do grande incêndio – que atingiu o edifício residencial de 24 andares Grenfell Tower em junho 2017, matando 72 pessoas no incêndio mais mortífero da história moderna britânica – os pesquisadores da UCLan descobriram que restos carbonizados das sacadas dos edifícios encontrados num raio aproximado de 160 a 330 pés em volta da Grenfell Tower estavam contaminados por hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs, da sigla em inglês) um produto cancerígeno. Isso conduziu à realização de novas pesquisas que analisaram amostras de solos até três quartos de milha de Grenfell. Os resultados dessa pesquisa são publicados no novo estudo e mostram a presença no solo de produtos químicos cancerígenos perto do local do incêndio com valores 160 vezes acima do nível normal.

"As amostras coletadas num raio de 140 metros [460 pés] em volta da torre mostravam entre outros produtos tóxicos, concentrações de dibenzodioxinas policloradas 60 vezes superiores ao nível de referência dos solos urbanos no Reino Unido; os níveis de benzeno eram 40 vezes superiores; os níveis de seis hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs) principais eram aproximadamente 160 vezes superiores," de acordo com o estudo. "A contaminação por particulados e produtos da combustão na proximidade imediata é evidente e pode ter sido emitida por escombros do incêndio, restos carbonizados e poeiras. Será necessária uma análise ulterior da área em volta da torre para perceber o risco potencial para a saúde."

O estudo compara o incêndio da Grenfell Tower e os ataques contra o World Trade Center de 11 de setembro 2001 na cidade de Nova York, nos quais socorristas, trabalhadores da limpeza e outros ainda morrem pelo câncer relacionado aos produtos químicos que estavam presentes nos escombros de Ground Zero. Nos dois anos que seguiram o incêndio da Grenfell Tower, os residentes da área se queixaram de sintomas que incluíam vómitos, tossir sangue, anomalias da pele e dificuldades para respirar, de acordo com a BBC News.

O governo afirma que o risco à saúde apresentado pelos químicos é "em geral muito baixo," de acordo com a BBC. O tamanho e a velocidade do incêndio que destruiu Grenfell foram atribuídos a plásticos inflamáveis presentes em componentes das paredes exteriores que haviam sido acrescentadas à torre como parte dum projeto de renovação em 2016. Um artigo do NFPA Journal Latinoamericano, publicado depois do incêndio, revelou que existem provavelmente condições similares em muitos edifícios em todo o mundo. Em resposta ao incêndio, a NFPA publicou uma série de recursos para ajudar a reduzir o problema de incêndios que envolvem componentes de paredes exteriores combustíveis em todo o mundo.

Yancheng, China

Uma explosão química é a última catástrofe industrial que atinge a China

El 21 de marzo, una explosión en una planta química en la ciudad de Yancheng al este de China, dio muerte a más de 60 personas, lesionó a más de 600 personas, y activó un tóxico infierno que los bomberos debieron luchar para contener. Según los informes de los medios chinos, la explosión se produjo después de que un camión que transportaba gas natural se incendiara, y las llamas alcanzaran un área en la que se almacenaba benceno químico inflamable. El incidente fue el último de una serie de explosiones industriales e incendios que han invadido el país durante años. En noviembre de 2018, las explosiones dieron muerte a 23 personas en una planta de fabricación de productos químicos en Zhangjiakou. En 2015, se produjo una notable cantidad de explosiones e incendios industriales, la más significativa de estas fue una explosión en un depósito de productos químicos en la ciudad portuaria de Tianjin en agosto, que dio muerte a 165 personas. En las semanas posteriores a la reciente explosión en Yancheng, dos explosiones industriales más en el país dieron muerte a al menos 11 personas.

"Se observó un aumento en la indignación pública sobre las normas de seguridad en China después de que tres décadas de rápido crecimiento económico hayan quedado arruinadas por accidentes que variaron desde desastres en minerías hasta incendios en fábricas", informó Reuters. "China ha prometido mejorar las normas industriales, pero los ambientalistas dicen que temen que persistan las debilidades por negligencias, incluyendo un sospechoso proceso de producción para productos químicos peligrosos".

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