Incêndios florestais pelo mundo

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Incêndios florestais pelo mundo

Por Angelo Verzoni

Um relatório da ONU sobre a mudança climática diz que o risco de incêndios florestais continuará alto, mesmo que os objetivos mais ambiciosos de mudança climática sejam atingidos.

Por Angelo Verzoni

Em outubro o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) publicou extenso relatório sobre o impacto do aquecimento global nos próximos anos. O relatório desenha uma imagem preocupante de um mundo que sofre com mais incêndios florestais, inundações, secas e outros desastres naturais. Quanto a incêndios florestais em particular, o relatório indica que o risco global vai continuar alto mesmo que os objetivos de mudança climática mais ambiciosos sejam atingidos. "Os impactos projetados nas florestas enquanto muda o clima inclui aumentos na intensidade das tempestades, incêndios e epidemias", diz o relatório, "potencialmente levando à morte de florestas… Condições mais quentes e secas facilitam de modo particular os incêndios, secas e problemas com insetos, enquanto condições mais quentes e úmidas aumentam os distúrbios por vento e patogênicos."

"Os impactos da mudança climática constituem um problema sistêmico global e este relatório confirma o que muitos especialistas em gerenciamento de incêndios e terra já sabiam."

Em 2016 o Acordo de Paris definiu um objetivo de longo prazo de evitar que a temperatura global média subisse mais de 2º C acima das temperaturas globais médias dos tempos pré-industriais. Atualmente as temperaturas médias subiram cerca de 1ºC. Se pudéssemos evitar que as temperaturas subissem mais do que 1,5ºC, segundo o Acordo de Paris, o impacto do aquecimento global seria muito menos severo do que se subisse 2ºC.

Enquanto o novo relatório do IPCC corrobora esta avaliação de muitas maneiras – diz que uma diferença de meio grau poderia reduzir as inundações de áreas costeiras e evitar que os corais desapareçam dos oceanos, por exemplo – para os incêndios florestais este meio grau pode fazer menos diferença. Pesquisadores julgam que o risco de incêndios florestais como "alto" quer o mundo se aqueça em 1,5º ou 2º. As regiões onde o risco é particularmente alto incluem os Estados Unidos, Canadá e o Mediterrâneo, diz o relatório.

Para Michele Steinberg, diretora da Divisão de Incêndios Florestais da NFPA, a notícia ficou próxima do obvio.

"Passamos décadas criando o problema", disse ela. "Os impactos da mudança climática constituem um problema sistêmico global e este relatório confirma o que muitos especialistas em gerenciamento de incêndios e terra já sabiam."

Steinberg espera que a pesquisa ajude a convencer mais especialistas de segurança a nível regional a começarem a planejar para incêndios florestais com base nestes aumentos de riscos previstos, e não baseado no que tem sido tradicionalmente a experiência de incêndios de uma área. "Sabemos que ao olhar para o passado, cem anos de acompanhamento do clima, não significa muito agora," disse ela. "Precisamos olhar para estas condições futuras previstas e começar a planejar e implementar estratégias para gerenciamento de terra, proteção do lençol freático, construção, engenharia florestal, etc."

Há uma mudança na dinâmica dos incêndios florestais pelo mundo. Na Suécia a quantidade de terra queimada em incêndios de janeiro a agosto deste ano foi mais de doze vezes maior que a média dos últimos dez anos. Foi relatado que os incêndios estavam queimando até o Círculo Ártico, uma área particularmente sensível ao impacto da mudança climática. Eventos similares foram sentidos no Reino Unido, que teve quase seis vezes mais terra queimada do que o normal de janeiro a agosto.

"Tem sido uma loucura," disse Steinberg, sobre os incêndios no Reino Unido, Suécia e Portugal quando ela falava ao NFPA Journal em outubro. "Os especialistas estão vendo isto e sabemos que não vai ficar melhor."

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