Protegendo o ignorado e o incomum

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NFPA Editorial

Protegendo o ignorado e o incomum

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por Gabriela Portillo Mazal, Editora-Chefe, NFPA Journal Latinoamericano

Vila miséria, favela, barracos, baixada… todos temos nomes em nossos países para os bairros ou assentamentos informais. Têm nomes diferentes, mas, em geral, condições muito similares.

Estima-se que um bilhão de pessoas no mundo vivem hoje neste tipo de bairro, onde não existem regulamentos de segurança – e organizações como as Nações Unidas e o Banco Mundial predizem que o número aumentará a dois ou três milhões até o ano 2050. Em quase todas estas áreas, as taxas de incêndios e mortes por incêndios são assombrosamente altas.

Assim, nosso artigo, "Soe o alarme", é sobre um projeto na Cidade do Cabo, na África do Sul, que oferece lições e esperança para nossos países também. Depois de instalar perto de dois mil alarmes de incêndio dentro dos barracos em um dos bairros de mais alto risco, as mortes por incêndios se reduziram a zero.

Nosso artigo de capa, "Código de Segurança da Vida Animal", aborda desafios completamente diferentes: detalha o desenvolvimento da NFPA 150, o primeiro código de seu tipo para habitações de animais. Mas além das perguntas éticas (por exemplo, em algumas indústrias os animais são bens e seu destino é um prato de comida. Este tipo de animal demanda o mesmo tipo de proteção que um gorila no zoológico?), se encontram os amplos desafios técnicos que apresentam as instalações para o alojamento de animais. Diferentes espécies têm comportamentos diversos, as condições de sobrevivência num incêndio variam drasticamente o número e variedade de instalações são imensos… um zoológico é diferente de um galinheiro que é diferente de um canil que é diferente de um rato de laboratório. Todas estas perguntas e muitas mais fizeram parte do desenvolvimento da NFPA 150.

Para encerrar, me refiro às duas notas desta edição sobre a proteção de edifícios históricos. Enquanto a cobertura da imprensa do incêndio do Museu Nacional do Brasil focou principalmente no fato que era um museu que queimou – suscitando perguntas sobre o valor que a sociedade dá à preservação de artefatos - o fato de que era um prédio histórico tem igual significado. Museu ou não, os edifícios históricos têm um alto risco de incêndios catastróficos a menos que tenham sido acrescentados ao prédio modernos sistemas de proteção contra incêndios e de segurança humana, e o incidente no Brasil foi o mais recente de uma série de grandes incêndios em prédios históricos. Em junho um incêndio reduziu a cinzas o prédio de cento e dez anos onde estava a Escola de Arte de Glasgow, na Escócia, e em agosto, um incêndio arrasou um prédio de duzentos e trinta e três anos em Belfast, Irlanda. As soluções para evitar incêndios como o do museu no Brasil existem. A NFPA 914, Proteção Contra Incêndios em Estruturas Históricas, mostra medidas que podem ser tomadas para protege-los. Mas raramente se implementam estas soluções. Leia maisåsobre estes temas em  "Salvaguardando a História"  e "Restaurando a Justiça".

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A National Fire Protection Association (NFPA) é a fonte dos códigos e normas que regem a indústria de proteção contra incêndios e segurança da vida.

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