Tendência dos sistemas de alarme e aviso na detecção de fumaça

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Perspectiva Regional

Tendência dos sistemas de alarme e aviso na detecção de fumaça

Por Yosti Mendez

Atualmente a última tendência na indústria de sinalização não incide nos sistemas de detecção e alarme de incêndio, mas sim nos Sistemas de Notificação de Massa (MNS, da sigla inglesa) ou Sistemas de Comunicação de Emergência (ECS da sigla inglesa). “Os Avisos de Emergência já não são avisos simples. Hoje, em face de uma situação de emergência, as pessoas são ávidas de informação. Dever-se ia proporcionar toda a informação que necessitam, e esta informação poderia ser parte das mensagens de advertência.”

Como podemos comunicar aos ocupantes de um edifício uma ameaça de bomba e o plano de acordo com o qual se deverão comportar? Como podemos alcançar milhares de pessoas em muitos edifícios diferentes ou nas ruas e áreas abertas de um campus ou base militar, quando um caminhão de cloro tomba ou quando se aproxima um tornado? Para diferentes riscos, há diferentes respostas às perguntas: “quem avisar, quando avisar e como avisar”. Como podemos notificar e convencer os ocupantes de um edifício residencial de grande altura que se mantenham nos seus apartamentos durante um incêndio? Como podemos emitir novas mensagens ou instruções para dar alento? E como podemos assegurar que esses sistemas sejam efetivos e continuem operando durante toda a duração da situação de risco? Estes são alguns dos desafios que devemos enfrentar nos próximos dez anos ou mais, em relação à evolução do Código Nacional de Alarme de Incêndio, rumo a um código ou norma que abarque todos os sistemas de sinalização de emergência.

Por que motivo os aeroportos, os hospitais e as escolas hão de ter dois sistemas que cumprem a mesma função: comunicação aos ocupantes? Caso se permita que um sistema para “eventos” – que pela sua natureza deve ter um controle de volume manual e automático e será usado diariamente para fins não de emergência – seja utilizado para comunicações de emergência em um estádio, auditório ou local de reuniões de grandes dimensões, como podemos assegurar a sua disponibilidade e confiabilidade em caso de uma real emergência?

A indústria dos alarmes de incêndio se concentrou nos sistemas audíveis e mais recentemente nos sistemas visuais de um só sinal luminoso para a notificação dos ocupantes. Os diferentes riscos requerem “canais” de entrega para os diferentes subgrupos de população. Onde a informação é desejada, tradicionalmente se usam os sistemas de voz. Dependendo do perigo e do grupo a cobrir, há muitas possibilidades para a comunicação efetiva, incluindo os sistemas de telefonia,  display  de informação como sinais dinâmicos nas auto-estradas, marcadores nos estádios e televisão por cabo.

Dados os riscos de segurança atuais e as ameaças potenciais de terrorismo, a maioria dos edifícios ou prédios grandes e espaços amplos necessitam endurecer os seus sistemas de comunicação de segurança. É possível alcançar esse objetivo utilizando a infra-estrutura de redes de um edifício comum para reduzir os custos, aumentar a cobertura e incrementar a disponibilidade/segurança?

Alguns sistemas serão conectados a sistemas nacionais ou regionais para a recepção dos sinais. Alguns vão requerer a habilidade de serem controlados fora da área de perigo. Outros não vão requerer essas características especiais.

Desde a perspectiva dos códigos e normas, necessitam-se opções e soluções flexíveis para cumprir com as diferentes necessidades. Além disso, é insuficiente para uma norma prover opções de proteção ou características de notificação, se os códigos de referência, autoridades competentes e projetistas falham na especificação das metas requeridas do sistema e sua configuração. O comitê dos sistemas de sinalização deve receber os dados dos usuários em relação as suas metas e as características que necessitam em um sistema de sinalização. O comitê de sistemas de sinalização deverá em conseqüência aplicar a sua experiência para adotar soluções razoáveis e flexíveis. Finalmente, deverá existir um laço de retroalimentação para assegurar a sua adoção e correlação correta.

Por exemplo, na edição 2007 do NFPA 72, um alarme é definido como um sinal indicando uma condição de emergência ou uma alerta que requer ação, não como um aviso de perigo de incêndio, como tinha sido definido nas edições anteriores. Porém, existem outros documentos da NFPA que usam a palavra “alarme” referindo-se a qualquer tipo de sinal, não apenas sinais de perigo.

Em uma reunião recente do Comitê Técnico de Coordenação para os Sistemas de Sinalização Para a Proteção de Vidas e Bens, reconheceu-se que um alarme não constitui necessariamente uma necessidade imediata de evacuação de uma área, um edifício, um piso ou um quarto. A ação necessária depende da natureza da emergência. Dessa forma, enquanto o termo “alarme” significa emergência, a resposta desejada pode variar. Não todos os códigos, autoridades competentes e projetistas reconhecem essa distinção. Por exemplo, um sinal de monóxido de carbono pode ser um alarme ou um sinal de supervisão. Será um alarme, quando a intenção seja de avisar os ocupantes que se encontram na área próxima do perigo iminente (emergência) devido à presença de níveis elevados de monóxido.  Pode ser que a resposta desejada não inclua uma evacuação imediata. Por outro lado, um sinal de monóxido de carbono gerado por um detector em um espaço acima do teto mecânico, pode ser algumas vezes mais apropriado se for caracterizado como sinal de supervisão: um sinal que indica a necessidade de uma ação em conexão com características de manutenção dos sistemas relacionados.

Como pode ser configurada uma norma de sinalização, de tal forma que outros códigos ou autoridades competentes possam escolher as características que querem para certas ocupações ou riscos? Os comitês de sistemas de sinalização (incluindo o NFPA 72 e o NFPA 720) estão tratando esses desafios, enquanto nunca se esquecem que a maior porcentagem de usuários simplesmente necessita saber aquilo que é necessário para um pequeno e simples sistema de alarme de incêndio.

Tentar escrever e correlacionar documentos separados para diferentes riscos, historicamente tem sido difícil. A extração de um texto em direção ao outro, a duplicação de requisitos e o direcionamento de usuários de um documento a três ou quatro documentos diferentes para colocar um sistema de acordo com a norma resultam em confusão, questões de jurisdição e, por último, no potencial de cometer um erro. O NFPA 72 está evoluindo para abordar todas essas necessidades de sinalização, não só as dos alarmes de incêndio.

 

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