Observações de um Viajante pela América Latina.

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Perspectiva Regional

Observações de um Viajante pela América Latina.

Por Theodore Lemoff

Há mais de 10 anos venho representando a NFPA em reuniões de organizações latino-americanas que distribuem e regulam o gás liquefeito de petróleo (GLP) no continente.

Meu primeiro encontro foi uma reunião de harmonização de normas da América do Norte, ocorrida na Cidade do México, onde fui apresentado a pessoas que já conheciam a NFPA e tinham em alta conta as normas da Associação.  Apesar de as normas mexicanas terem uma estrutura diversa das normas da NFPA, o respeito pelo conteúdo técnico do NFPA 54, Código Nacional de G ás Combustível, e do NFPA 58, Código do Gás Liquefeito de Petróleo, fez com que as leis mexicanas para armazenagem, manuseio e uso de propano fossem fortemente embasadas nessas normas.  Visitas posteriores ao México redundaram em contatos adicionais com representantes do setor e do governo, que continuaram a expressar seu interesse nas atualizações das normas NFPA.  Em 1993 a associação mexicana de propano indicou um representante para o comitê do NFPA 58, e em 1996, outro para o comitê do NFPA 54.  Esses dois representantes continuam a ser membros ativos dos comitês.  Atualmente, México, Brasil e Colômbia possuem membros ou suplentes nos comitês de gases da NFPA.

 

A NFPA participa da convenção anual de propano há mais de 15 anos, e em uma dessas ocasiões fui abordado por representantes das empresas de distribuição de gás do Brasil e da Argentina com perguntas sobre os códigos NFPA. Isso fez com que fossem indicados para participar do comitê do NFPA 58.  Depois fui convidado para falar sobre as normas de gases da NFPA em ambos os países.  Fiz uma apresentação de um dia em São Paulo para uma grande platéia.  A sessão de perguntas após a apresentação durou até as 18 horas.  Na Argentina, falei com vários grupos especializados, que novamente mostraram grande interesse.  Em ambos os países tive a oportunidade de visitar unidades de armazenagem e distribuição de propano, e fiquei impressionado com a qualidade das unidades.

Estive presente em muitas outras conferências, do México ao Chile, para falar sobre os códigos de gases da NFPA, e sempre encontrei platéias inquisitivas e uma recepção calorosa.  Sempre houve interesse em relação às modificações introduzidas nos Códigos, pelas razões das mudanças e se estas são relevantes para a situação dos diversos países.

A edição 1988 do NFPA 58 foi traduzida para o espanhol na Argentina, e a edição 2001 do Manual do NFPA 58 foi traduzida por um engenheiro especializado em gases que conheço no Chile.  Considero a tradução desse manual um feito significativo. Consegui reunir empresas que fornecem produtos para a distribuição de GLP na América Latina, e estas contribuíram com a tradução e publicação. Sem esses patrocinadores o projeto não teria sido levado a cabo.

Nos últimos dez anos, vários projetos internacionais de gasodutos foram iniciados com o objetivo de transportar gás natural pela América do Sul.  Os gasodutos foram construídos de acordo com as normas americanas, o que despertou interesse para o uso de normas americanas sobre gás combustível dentro de edificações.  Mesmo tendendo para as normas européias, a maioria dos países envolvidos demonstrou interesse nos padrões americanos para tubulações de gás e instalações de equipamentos em edificações, cobertos no NPFA 54.  Isso resultou na tradução para o espanhol da edição 1996 do NFPA 54, e seu uso em muitos países na América Latina. 

Espero poder continuar a trabalhar com os usuários e autoridades responsáveis por gases inflamáveis na América Latina.

 

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