Como calcular o número de extintores necessários em um edifício

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Sistemas Hidráulicos, Exclusão & Extinção

Como calcular o número de extintores necessários em um edifício

Por Mark Conroy

Calcular o número de extintores necessários em um edifício de escritórios é bastante simples, mas é o passo mais freqüentemente negligenciado quando se instalam extintores.

Embora grande parte do Anexo E da edição 2007 do NFPA 10, Extintores de Incêndio Portátei

s, seja dedicada a explicar esse tópico, os cálculos simplesmente não se executam na maioria dos edifícios onde se instalam extintores. Como resultado, o mesmo número e tamanho de extintores é muitas vezes fornecido para ambas as ocupações de risco leve e ordinário. Isso não é lógico, uma vez que não haveria necessidade de classificações separadas se a distância de deslocamento de 75 pés (2,8 m) fosse o único critério.

Se o código de edificações ou uma postura local requer extintores em um edifício de escritório, existe uma forma simples de calcular quantos vão precisar. O motivo geral pelo qual são necessários extintores nos edifícios de escritório é que eles contêm riscos de classe A como mobiliário e revestimentos de pisos e paredes. O parágrafo 5.4.1.1 e o material de anexo associado na NFPA 10 revelam que a classe de risco para um edifício de um escritório típico é a ocupação de risco leve. Embora alguns edifícios de escritório contenham líquidos inflamáveis, vamos assumir aqui que não existem, de forma a simplificar as coisas.

Os cálculos são sempre feitos para determinar o número de extintores com base nos extintores menores permitidos. Cálculos adicionais são feitos para comparar os custos de extintores maiores, em menor número. A tabela 6.2.1.1 da NFPA 10 fornece a base para determinar a quantidade mínima de extintores.

A categoria menor para extintores de classe A para ocupações de risco leve na Tabela 6.2.1.1 é 2-A. Multiplicando o número na categoria pela “área máxima de piso por unidade de A” na tabela se obtém a área máxima a ser protegida por um único extintor. Uma vez que a área máxima para o extintor menor para uma ocupação de risco leve é de 3 mil pés quadrados (278,7m²), a cobertura para um extintor de categoria 2-A pode ser determinada como segue:

2 x 3.000 = 6.000 pés² (557 m²)/extintor

Para um edifício de escritórios de um só piso, multiplicar o cumprimento pela largura fornece o total da área de piso. Um piso de 300 pés (91 m) por 450 pés (137 m) tem uma superfície de 135.000 pés² (12.542 m²). A área de piso é dividida por 6 mil pés quadrados (557 m²) por extintor para obter o número mínimo de extintores de categoria 2-A necessários. Sendo assim:

135.000 pés² (12.542 m²) ÷ 6 mil pés² (557 m²)/extintor = 22.5 extintores de classe 2-A arredondados a 23

A quantidade de extintores maiores pode ser comparada seguindo o mesmo procedimento. O número de extintores de categoria 3-A é calculado como segue:

3 x 3.000 = 9.000 pés² (836 m²)/extintor
135.000 pés² (12.542 m²) ÷ 9.000 pés² (836 m²)/extintor = 15 extintores de categoria 3-A

O número de extintores de categoria 4-A é calculado como segue:

4 x 3.000 = 12.000 pés² (1.115 m²)/extintor

Entretanto, a tabela 6.2.1.1 não permite exceder os 11.250 pés² (1.045 m²) por extintor. Sendo assim:

135.000 pés² (12.542 m²) ÷ 11.250 pés² (1.045 m²)/extintor = 12 extintores de categoria 4-A

A limitação de 11.250 pés² (1.045 m²) está baseada em um quadrado inscrito em um círculo com um raio de 75 pés (23 metros). A raiz quadrada de 11.250 é 106, então hipoteticamente um edifício de 135.000 pés quadrados (12.542 m²) sem paredes, partições ou outras obstruções poderia dispor de 12 extintores e ainda satisfazer a regra de distância. Uma vez que isso é virtualmente impossível, os extintores de classe 4 normalmente não são usados.

Se o número de extintores necessários para satisfazer a regra da distância a percorrer é de pelo menos 15, mas não mais que 22, então se usam extintores de classe 3-A. Se a regra da distância de deslocação ditar a instalação de 23 ou mais extintores, então se usam as unidades de classe 2-A.

Os mesmos conceitos se aplicam aos riscos ordinários e extraordinários
Essa comparação faz mais sentido se você olhar para as ocupações ordinárias e extraordinárias, onde a quantidade calculada excede de longe o número necessário para satisfazer a distância a percorrer de 75 pés (23 m). A lógica é que os riscos mais severos necessitem mais extintores. Uma vez que se instalem mais extintores, a distância a percorrer desde qualquer ponto até um extintor será geralmente inferior aos 75 pés requeridos (23 m). Com ocupações de risco ordinário e extraordinário, o exercício é então de ver se podem ser usados menos extintores com maior categoria.

A Tabela 6.2.1.1 é também usada para calcular o número de extintores para ocupações de risco ordinário e extraordinário. Para um edifício com uma superfície de 135.000 pés quadrados (12.542 m²), a classificação de risco ordinário permite o uso de um extintor simples de categoria 2-A e uma área máxima de piso por unidade de “A” de 1500 pés quadrados (130 m²).

2 x 1.500 = 3.000 m² (279 m²)/extintor
135.000 ÷ 3.000 = 45 extintores de categoria 2-A

A Tabela 6.2.1.1 fornece a distância máxima a percorrer de 75 pés (23 m) até um extintor para as três classificações de risco. Sempre é tentador fornecer menos extintores para as ocupações de risco ordinário, uma vez que a regra dos 75 pés (23 m) pode ser cumprida facilmente com menos extintores que os 45 calculados. Uma vez que a NFPA 10 não permite menos extintores que a quantidade calculada, os cálculos são feitos para os próximos dois extintores maiores para determinar a solução mais econômica:

3 x 1.500 = 4.500 pés² (418 m²)/extintor
135.000 ÷ 4.500 = 30 extintores de categoria 3-A
4 x 1.500 = 6.000 pés² (557 m²)/extintor
135.000 ÷ 6.000 = 22,5 extintores de categoria 4-A, arredondados a 23

Faz sentido começar com 23 extintores de categoria 4-A e determinar se a regra da distância a percorrer pode ser satisfeita ou se serão necessários mais extintores.

É fácil ver que 23 extintores de categoria 4-A são necessários para ocupações de risco ordinário enquanto 23 extintores de categoria 2-A são necessários para ocupações de risco leve. Isso faz sentido, uma vez que a “área máxima de piso por unidade de A” para ocupações de risco ordinário é 1500 pés quadrados (139 m²) contra 3000 pés quadrados (279 m²) para ocupações de risco leve, como mostra a Tabela 6.2.1.1.

O risco extraordinário permite um extintor individual de categoria mínima 4-A e uma área máxima de piso por unidade de “A” de 1.000 pés quadrados (93 m²).

4 x 1.000 = 4.000 pés² (372 m²)/extintor
135.000 pés² ÷ 4.000 pés² (372m²)/extintor = 33.7 extintores, arredondado a 34

O número e o custo de extintores maiores deveriam ser comparados de forma similar àquilo que se faz para as ocupações de risco leve e ordinário.

Em resumo
Os cálculos são feitos para determinar o número mínimo de extintores necessários com base nas categorias de extintores e devem ser feitos vários cálculos comparativos. O número mínimo calculado de extintores deve ser colocado estrategicamente em todo o edifício e a distância mínima a percorrer de 75 pés (23 m) desde qualquer ponto até um extintor não deve ser ultrapassada.

Às vezes são necessários mais extintores para satisfazer a regra dos 75 pés (23m) de distância a percorrer. Não se pode reduzir a quantidade calculada de extintores.

Calcular a quantidade de extintores é bastante simples e deveria ser o primeiro passo que você toma quando instala extintores em um edifício. O segundo passo é de assegurar que a distribuição do número mínimo de extintores satisfaz a regra de 75 pés (22m) de distância a percorrer.

Fornecer o número correto de extintores não vai apenas evitar uma multa monetária por uma autoridade competente, mas vai garantir que um número adequado de dispositivos manuais de combate a incêndio esteja disponível quando necessário. A adesão à regra da distância a percorrer vai assegurar que os extintores estejam localizados convenientemente em qualquer ponto onde possa ocorrer um incêndio. Cumprir com ambos os critérios vai garantir uma melhor possibilidade de êxito em caso de incêndio.

Mark Conroy é engenheiro no escritório de Boston da Brooks Equipment Company e membro principal do comitê da NFPA sobre extintores portáteis.

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