Acompanhando a tecnologia

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Sistemas Hidráulicos, Exclusão & Extinção

Acompanhando a tecnologia

Por Chad Duffy
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Sprinklers automáticos, inspeção e testes automatizados e mais: Principais mudanças na edição 2020 do NEC.

Por Chad Duffy

Quando era criança, lembro que os meus pais tinham o cuidado de trocar o óleo dos seus carros a cada 3000 milhas, de acordo com a recomendação do fabricante. Esse sistema de manutenção de fato funcionou bem para eles, já que eu lembro apenas dois carros novos na minha infância: uma van Chevrolet Cavalier vermelha e um Buick Regal azul claro, cada um com mais de 300000 milhas no momento da sua retirada para o ferro velho.

Da mesma forma, para que um sistema de proteção contra incêndio a base de água dure, ele precisa de inspeção, testes e manutenção regulares. A inovação nos sistemas de sprinklers nunca para e tampouco podem parar as normas e técnicas que asseguram que eles funcionem como pretendido no momento de entrar em ação. Acompanhar a última tecnologia é também essencial para uma manutenção adequada do sistema.

Durante os últimos anos, várias tecnologias novas relativas aos métodos de projeto e inspeção, incluindo os testes automáticos, sprinklers operados eletricamente e novos controladores elétricos, ocuparam o comitê técnico da NFPA 25Norma para a Inspeção, Testes e Manutenção de Sistemas de Proteção contra Incêndio a Base de Água, durante o último ciclo de revisão. Devido a esses desenvolvimentos, vários acréscimos importantes a edição 2020 da NFPA 25 tratam alguns desses conceptos mais novos. Resumi algumas das perguntas mais comuns sobre a NFPA 25 que recebo através do programa da NFPA Technical Questions Service, seguidas das questões mais relevantes relacionadas à edição 2020 da NFPA 25.

A NFPA 25 é retroativa? Esta pergunta não é insólita …

Outra formulação desta pergunta seria: se tenho um sistema de proteção contra incêndio a base de água instalado em 1996, devo usar a edição atual da NFPA 25 para realizar as atividades de inspeção, testes e manutenção?

Dependendo de onde você se encontre, uma edição específica da NFPA 25 poderia ter sido adotada pela jurisdição local como norma a ser aplicada. Independentemente disso, a NFPA 25 foi elaborada com a intenção que a edição atual seja sempre aplicada para as atividades de Inspeção, Testes e Manutenção (ITM). Essas atividades não dizem respeito a uma análise do cumprimento duma norma de instalação, mas a uma análise do desgaste do sistema.

Um dos itens da edição 2020 diz respeito à sinalização. Exigências introduzidas por primeira vez em 2014 e ligeiramente modificadas nesta última edição, requerem que os sinais em falta – incluindo placas de informação, sinais de informação sobre o projeto hidráulico, ou uma lista dos sprinklers instalados na propriedade – sejam colocados no armário de sprinklers. Esses sinais devem ser fornecidos, independentemente de serem requeridos ou não pela norma de instalação.

À primeira vista, esses poderiam parecer requisitos de instalação, mas depois de muito debate o comitê técnico decidiu que essa informação é essencial e necessária para realizar e cumprir muitas das atividades de ITM descritas na NFPA 25. Como podem imaginar, produzir um novo sinal pode requerer muito trabalho e resultar num gasto significativo para o proprietário – motivo pelo qual um requisito de fornecimento dum sinal sobre o projeto hidráulico tem ocasionado um dos debates mais polémicos do comitê, que se deu de novo neste ciclo de revisão.

Inspeção e testes automatizados

A inspeção e os testes automatizados consistem em dispositivos e métodos que permitem que as atividades de inspeção e testes requeridas pela NFPA 25 sejam realizadas desde locais remotos ou distantes, eliminando a necessidade da presença física duma pessoa no edifício ou nas instalações. A decisão de instalar equipamento para realizar inspeções e testes automatizados num edifício ou estabelecimento acarreta custos iniciais adicionais para o proprietário, mas pode significar uma redução significativa dos gastos durante a vida útil do sistema.

Os requisitos que permitem esse tipo de inspeção e testes foram introduzidos por primeira vez na edição 2017 e foram ampliados na edição 2020 para cobrir algumas das novas tecnologias que foram introduzidas na indústria. Isso inclui uma chave de fluxo capaz de simular o fluxo de água e identificar que a palheta esteja presente e ligada ao dispositivo de fluxo sem que haja escoamento de água. Usualmente, as atividades automatizadas devem emular ou cumprir o objetivo do teste que seria realizado por uma pessoa no local. O equipamento automatizado de inspeção e testes pode consistir em válvulas com uma função motorizada capaz de abrir ou fechar a válvula, câmaras para observação, ou bombas auxiliares para a circulação de água, como as instaladas ao lado duma coluna principal de alimentação do sistema, capazes de fazer circular a água através duma chave de fluxo, entre outros.

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Os requisitos garantem que o equipamento seja certificado quando necessário e que a falha dum elemento automatizado do equipamento não anule a capacidade de funcionar do sistema de proteção contra incêndio a não ser que um sinal de supervisão identifique um problema e que possa ser enviado pessoal para investigar e corrigir o problema. Uma falha pode também produzir um aviso sonoro.

A NFPA 25 liderou o avanço das inspeções e testes automatizados, e já que a NFPA 25 não cobre o projeto e a instalação de componentes utilizados para realizar esses testes, muitas normas de instalação tiveram de se atualizar. O último ciclo de revisão acrescentou exigências às edições 2019 de todas as normas da NFPA sobre sistemas a base de água, incluindo a NFPA 13Norma de Instalação de Sistemas de Sprinklers, a NFPA 14, Norma para a Instalação de Sistemas de Hidrantes e Mangueiras e a NFPA 20, Norma para a Instalação de Bombas Estacionárias para Proteção contra Incêndio.

Sprinklers Elétricos: O que vão inventar agora?

Os sprinklers elétricos são uma tecnologia reconhecida pela edição 2020 da NFPA 25, e por esse motivo foram produzidas novas exigências.

À diferença dos sprinklers tradicionais equipados dum elemento de resposta térmica que se ativa a uma determinada temperatura, os sprinklers elétricos são ativados por um sinal elétrico enviado a um atuador. O atuador libera os mecanismos que retêm a água, permitindo a descarga do sprinkler. Cada sprinkler é equipado do seu próprio detector como dispositivo de iniciação. Quando detecta um incêndio, o dispositivo de iniciação envia um sinal ao painel de ativação endereçável equipado de algoritmos de detecção de incêndio e seleção de sprinklers. Com base nos algoritmos, o painel seleciona quantos e quais sprinklers serão ativados. Utilizando um detector como dispositivo de iniciação, a água pode chegar ao fogo muito antes do que chegaria com os sprinklers equipados de elementos de resposta térmica de temperatura fixa, reduzindo o número de sprinklers ativos e aumentando a eficiência do uso de água. Essa tecnologia foi desenvolvida como uma opção alternativa para lidar com os incêndios de risco elevado como os produzidos por plásticos expandidos expostos do grupo A, encontrados usualmente em arranjos em armazéns.

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A NFPA 25 se apoia principalmente nos requisitos do fabricante ou atividades de ITM que dizem respeito ao componente sprinkler do dispositivo. Qualquer atividade ITM relacionada com a detecção ainda responderia aos requisitos de ITM do NFPA 72®, Código Nacional de Alarme de Incêndio e Sinalização, em lugar da NFPA 25. Com a introdução da tecnologia na NFPA 25, acredito que, no próximo ciclo de revisão da NFPA 13, começaremos a ver propostas de requisitos para a instalação de sistemas de sprinklers similares à abordagem aplicada para a inspeção e testes automatizados.

Deveria abrir um controlador energizado?

No que diz respeito aos controladores das bombas de incêndio, a segurança elétrica não deve ser encarada de animo leve. Depois de muito debate, o comitê técnico determinou que o benefício de abrir um controlador energizado para obter medições de voltagem e amperagem ou controlar as conexões não supera os riscos duma exposição a um arco elétrico ou a um choque elétrico.

Isso foi à luz da edição 2017 da NFPA 25 que já tinha uma proposta de emenda provisória (TIA, da sigla em inglês), sobre esse tópico. A TIA 17-2 foi publicada limitando a abertura dos controladores das bombas de incêndio. A TIA se aplicava à edição 2017, e a edição 2020 da NFPA 25 apenas permitirá a abertura do controlador quando estiver desenergizado de forma segura; uma vez desenergizado, as conexões podem ser controladas com segurança.

Além disso, embora as leituras de voltagem e amperagem já não possam ser feitas internamente quando um controlador estiver equipado com um display digital externo, ainda é possível fazer as leituras de voltagem e amperagem. A edição 2020 da NFPA 25 também acrescentou exigências sobre um novo controlador, quando o dispositivo de desligamento do controlador estiver localizado num invólucro separado certificado no interior do invólucro do controlador da bomba. Isso permite que o controlador seja aberto depois de desenergizado e que o trabalho seja seguro. Além disso, a edição 2020 estabelece agora claramente que a NFPA 70E®, Norma para a Segurança Elétrica no Local de Trabalho, ou um equivalente aprovado, deve ser aplicada sempre que seja necessário realizar alguma tarefa sobre equipamento elétrico.

A próxima vez que você estiver esperando na oficina mecânica enquanto realizam a manutenção preventiva do seu carro, pense nestas lições da edição 2020 da NFPA 25. Se você quer que o seu sistema de proteção contra incêndio a base de água tenha uma vida tão longa como o Cavalier and Regal dos meus pais, com mais de 300000 milhas, o seu sistema precisa de uma manutenção adequada para funcionar como pretendido durante uma emergência. A edição mais atualizada da NFPA 25 deveria ser usada para todas as atividades de inspeção, testes e manutenção já que vai conter a informação mais atualizada sobre a tecnologia e os métodos de inspeção e testes.

CHAD DUFFY é engenheiro principal de proteção contra incêndio da NFPA e pessoa de contato para a NFPA 25.

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