Volte Para Casa em Segurança!

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Segurança Elétrica

Volte Para Casa em Segurança!

Por Randell B. Hirschman

Eletricistas morrem diariamente na América do Norte pela simples razão de terem escolhido essa profissão: funcionários de concessionárias, eletricistas industriais, funcionários de empreiteiras. Com base em estatísticas recentes do Ministério do Trabalho dos EUA, a profissão de eletricista foi considerada a 3a. mais perigosa. Enquanto muitos são eletrocutados ao entrar em contato direto com a eletricidade, há outra causa com a qual muitos não estão familiarizados: o arco elétrico.

Eletricistas morrem diariamente na América do Norte pela simples razão de terem escolhido essa profissão: funcionários de concessionárias, eletricistas industriais, funcionários de empreiteiras. Com base em estatísticas recentes do Ministério do Trabalho dos EUA, a profissão de eletricista foi considerada a 3a. mais perigosa. Enquanto muitos são eletrocutados ao entrar em contato direto com a eletricidade, há outra causa com a qual muitos não estão familiarizados: o arco elétrico.

O que é um arco elétrico?
Um arco elétrico é a liberação explosiva de energia causada pela passagem de corrente elétrica entre dois eletrodos através de gases ou vapores ionizados ou entre uma fonte energizada e a terra. Quando uma pessoa trabalha próxima a condutores elétricos ou circuitos energizados, um arco elétrico pode ocorrer devido a um movimento inadvertido, contato acidental ou falha de equipamento, causando uma falha fase-terra e/ou fase-fase. Os resultados são dramáticos. A energia elétrica fornecida ao arco é convertida em uma bola de fogo que envolve o trabalhador. A explosão consiste de radiação térmica intensa, som, expansão explosiva do ar devido ao seu rápido aquecimento e fundição/vaporização dos componentes metálicos nas proximidades do arco. Dependendo da posição do trabalhador com relação ao arco e de sua intensidade (baseada na quantidade de energia disponível para o arco), ocorrerão queimaduras na pele exposta do trabalhador e as roupas não retardantes de chama entrarão em ignição. Trabalhadores que estiverem utilizando vestimentas retardantes de chama poderão ainda assim sofrer queimaduras se a energia liberada for superior à resistência térmica do tecido retardante de chama (ATPV ou EBT). Resultam queimaduras devastadoras, em muitos casos fatais, e hospitalizações prolongadas, com tratamentos demorados e dolorosos. A parte mais freqüentemente exposta à energia do arco é a parte mais visível da pessoa: o seu rosto. Uma queimadura no tórax pode ser escondida por uma camisa ou jaqueta, mas o rosto, desfigurado por uma queimadura, é muito evidente e afeta a vida da pessoa daquele dia em diante. Cada ida ao supermercado, ou a qualquer outra situação pública, poderá ser traumática.

Como proteger-se?
Atualmente há várias normas que têm por objetivo garantir a segurança elétrica em um ambiente de trabalho. A NFPA publica uma chamada NFPA 70E, Norma para a Segurança Elétrica de Trabalhadores. A NFPA é uma entidade que produz normas mas não é responsável pela fiscalização de sua aplicação, mas o OSHA (órgão responsável pela fiscalização de condições de saúde ocupacional nos EUA) muitas vezes utiliza a NFPA 70E ao avaliar um ambiente de trabalho. Esse documento pede que o empregador faça uma Análise de Risco da atividade quando a tensão exceder 50 Volts! O funcionário tem duas maneiras efetivas de defender-se: utilizando seu conhecimento e os EPI. A norma 70E pede que todos os funcionários sejam apropriadamente treinados e protegidos para o trabalho que será realizado. Mesmo assim os acidentes acontecem. A última linha de defesa é o EPI (as roupas e luvas que utiliza). A NFPA 70E pede que o trabalhador use proteção apropriada ao nível de energia do arco ao qual ele poderia estar exposto. Como um policial que usa um colete à prova de balas para se proteger, também o eletricista deve utilizar vestimentas e proteção para a cabeça que foram testadas e certificadas para o nível de risco de liberação de energia ao qual pode ser exposto.

A proteção vai além dos tecidos retardantes de chama!
Muitas empresas fornecem a seus funcionários vestimentas retardantes de chama (RC). O termo Retardante de Chama significa que o material é feito para se auto-extinguir quando a fonte em combustão (chama) for removida. Tecidos sem características de RC continuam a queimar após entrarem em ignição, contribuindo seriamente para a gravidade dos ferimentos do usuário. Vestimentas RC, por sua vez, são feitas com tecidos que receberam um tratamento que as torna retardantes de chama (como o tecido de algodão tratado) ou são retardantes de chama por si só(como o Nomex® da Dupont®). Atualmente há várias marcas de vestimentas retardantes de chama no mercado. Quase todas as revistas especializadas trazem anúncios dos fabricantes de tecidos promovendo seu produto como “a solução”. É verdade que todas as vestimentas para arco elétrico são retardantes de chama, mas é importante salientar que nem todas as roupas retardantes de chama são necessariamente adequadas para arcos elétricos. As vestimentas para arco elétrico têm muitas outras características além de retardância de chama! Essas vestimentas são fabricadas e testadas para isolar o usuário da energia, não somente para serem auto-extinguíveis. O que diferencia uma vestimenta apropriada para arco elétrico de uma vestimenta retardante de chama? A Classificação de Proteção contra Arcos (Arc Protective Rating, ou ATPV, em inglês).

A NFPA 70E e a ASTM F1506 exigem que as vestimentas para proteção contra arco elétrico tenham uma etiqueta com a classificação específica quanto a arco. Isso deixa muito evidente o nível de proteção. Essa classificação é determinada por um teste específico (ASTM F1959), no qual um arco elétrico é criado em laboratório para simular condições reais. Nessas condições, a característica de proteção do material utilizado para a fabricação da vestimenta é analisada. Sem essa classificação a vestimenta seria simplesmente uma roupa de trabalho e não deveria ser usada como proteção contra arco elétrico. Eu sempre trabalho desenergizado. Por que é que eu preciso de proteção?

Como é que o eletricista sabe que a área está desenergizada? Para determinar se de fato está, o trabalhador precisa utilizar um voltímetro para verificar a ausência de tensão. Para realizar esse teste ele precisa entrar em uma área proibida ou de acesso restrito. Ao entrar nessa área, a pessoa que está realizando o trabalho precisa:

  • ter sido treinada especificamente para o risco
  • ter um plano de trabalho documentado justificando a necessidade de estar dentro da área restrita.
  • fazer análise de risco
  • ter o plano de trabalho e a análise de risco aprovados por uma pessoa autorizada
  • utilizar EPI apropriado para o riscoApós verificar que de fato não há tensão, não haveria porque haver algum risco. Mas suponha que não seja possível trabalhar desenergizado ou que haja múltiplas fontes de energia. Nesse caso ele precisa continuar utilizando o EPI classificado para arco enquanto realiza sua tarefa. Se retomarmos o exemplo anterior, o policial não utiliza sempre o colete, só quando há possibilidade de ser exposto ao risco. Da mesma maneira, o eletricista deve utilizar sua proteção quando houver possibilidade de risco. Assim como o policial não utiliza um colete feito para enfrentar armas de ar comprimido quando sabe que enfrentará balas de grosso calibre, também o eletricista deve insistir que a proteção que esteja usando seja classificada e testada para o nível de risco ao qual pode estar exposto.

Como devo avaliar o nível do meu risco?
A norma NFPA 70E-2000 pede que o empregador faça uma análise de risco antes que qualquer trabalho seja realizado. O objetivo da análise é determinar o nível de risco presente e garantir que o trabalhador tem treinamento e proteção adequados para o nível de risco. Atualmente há muitos recursos que auxiliam o empregador a realizar a análise. O Duke Power Heat Flux Calculator é um programa tipo shareware escrito em DOS por Alan Privette para calcular a energia potencial do arco, com base nas condições presentes (disponível em www.arcflash.com). Além desse, existe o software ArcPro, desenvolvido pelo Ontario Hydro Testing Laboratory, que custa aproximadamente US$2000. Ao adquirir a versão completa deste software, e caso o empregador precise de apoio adicional para realizar a análise de risco, a empresa pode enviar instrutores e consultores em segurança elétrica ao local (é cobrada uma taxa adicional), e realizar a análise e programas de treinamento.

Todos nós somos heróis . . . para nossas famílias e amigos que dependem de nós!
Apesar de não acontecerem acidentes com arcos elétricos todos os dias numa determinada instalação, e com sorte talvez nunca tenhamos que presenciar um, ocorrem incidentes com arcos elétricos todos os dias em algum lugar na América do Norte. Mesmo que não nos consideremos heróis, nossas famílias e amigos que contam conosco para apoio financeiro e afetivo nos consideram assim. Todos temos responsabilidades. O nosso trabalho diário é perigoso. Cada morte ou queimadura grave que ocorre devido a um arco elétrico é desnecessária e pode ser evitada. Se o trabalho for feito por um eletricista treinado, com conhecimentos adequados, e se ele estiver usando vestimentas classificadas para arcos, adequada para o grau de risco daquela tarefa, todos os eletricistas devem esperar voltar para casa em segurança para suas famílias, com uma história para contar sobre um longo dia de trabalho.

Randell B. Hirschmann, es Director de Desarrollo de Productos de Oberon Company una división de Paramount Corp, que posee más de 60 años de experiencia en productos para la Protección Personal. Para más información sobre PPE para arco eléctrico, Normas de Seguridad para la Electricidad o Recursos para Evaluación de Riesgos disponibles.

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