Se Algo Pode Dar Errado...

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Manejo de Emergências & Materiais Perigosos

Se Algo Pode Dar Errado...

Por Chip Carson, P.E.

Planejar para uma emergência em uma petroquímica é o teste supremo.

O processo básico de planejamento de emergências em uma petroquímica é o mesmo usado para locais menores e menos complexos. Os riscos e perigos devem ser avaliados, os meios para reduzi-los devem ser formulados, e sistemas apropriados para proteger a propriedade e seus ocupantes devem ser instalados.

Nesse processo, o risco é normalmente definido como a possibilidade de algo acontecer, enquanto o perigo é definido como o potencial de dano. Portanto, o perigo representa a gravidade do dano se o risco se materializar em um evento. Risco é relacionado a probabilidade e perigo é relacionado a gravidade.

O Sr. Murphy, mundialmente reconhecido como legislador, define risco da seguinte maneira: “Se algo pode dar errado, vai dar errado”. Ou seja, o pessimista Murphy estabeleceu que o risco de ocorrer um desastre em qualquer empreendimento é 100 por cento.

Se nunca arriscarmos, entretanto, a probabilidade de um resultado adverso é zero. A menos que um avião caia sobre uma pessoa que tem medo de voar, não há nenhuma chance de que essa pessoa morra em um acidente aéreo, porque quem nunca voa tem risco zero de morte em um acidente aéreo.

Com relação aos perigos, Murphy diz: “Quando a situação não puder piorar mais, piorará.” O uso de líquidos inflamáveis é sempre arriscado, mas manuseá-los e fumar ao mesmo tempo é extremamente perigoso.

O grande número de processos que ocorrem em petroquímicas e a quantidade de materiais envolvidos tornam o gerenciamento de risco nesses locais o teste supremo.

Para tornar mais fácil o processo de gerenciamento de riscos, que cobre tanto probabilidade quanto severidade, a NFPA desenvolveu a NFPA 550, Árvore de Conceitos de Segurança Contra Incêndios. A árvore, inspirada no conceito da análise de árvore de falhas desenvolvido no programa espacial americano, é uma visão sistemática de segurança contra incêndios que fornece uma metodologia para tratar a inter-relação dos efeitos dos componentes de segurança em vez de considerar cada componente independentemente. A árvore também fornece meios para analisar o impacto potencial dos códigos e normas em um projeto.

O elemento humano
É claro que os elementos mais importantes de qualquer programa de segurança são as pessoas envolvidas no projeto, construção, aceitação, operação, manutenção e reparo. Eles são o elemento mais propenso à falha em qualquer sistema.

A melhor maneira de melhorar a efetividade e confiabilidade do elemento humano é criar uma filosofia de segurança em toda a organização, começando pelo topo. Se cada nível de gerência demonstrar a importância da segurança e exigir que esta seja parte das operações da fábrica, essa filosofia se disseminará por toda a organização. Sem isso, a segurança torna-se responsabilidade “dos outros”.

O Sr. Murphy também tinha uma lei que claramente resume porque a gerência precisa estar envolvida no desenvolvimento de um plano de segurança contra incêndios: “Quando deixadas sozinhas, as coisas tendem a ir de mal a pior”.

Chip Carson, P.E., é presidente da Carson Associates Inc., uma empresa de engenharia de consultoria e engenharia de proteção contra incêndios em Warrenton, Virginia, EUA.

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