Fazer as contas em dólares
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Fazer as contas em dólares

Por CASEY GRANT

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Porque é importante quantificar o impacto econômico do trabalho dos bombeiros

Nossa nova visão revelada o ano passado proclama que a NFPA “é líder na promoção global da eliminação da morte, ferimentos e perdas materiais e econômicas causados pelos incêndios, a eletricidade e riscos relacionados.” Embora parte disso já seja conhecido, um acréscimo digno de nota é a palavra “econômicas”.

Assim como o incêndio tem um custo, a segurança não é grátis. Cada comunidade e agência de segurança pública deve perguntar-se quantos recursos está disposta a dedicar à busca da segurança.  Compreender quanto custaria não mobilizar aqueles recursos tem igual importância. Hoje os bombeiros fazem muito, e precisamos falar mais nisso. A comunidade da segurança precisa demonstrar seu valor com maior freqüência do que faz agora, e para isso precisamos ferramentas.

Em agosto passado, a NFPA organizou um encontro na sua sede chamado “Economic decision Making in Fire and Electrical Safety”: A Workshop on Needs and Resources”. O evento incluía oficiais dos bombeiros, pesquisadores e outros participantes provenientes de todo o país que demonstraram novas formas de olhar para velhos problemas financeiros.  Os apresentadores destacaram várias ferramentas e métodos inovadores de  análise de custo-benefício que existem hoje para ajudar os bombeiros a quantificar os benefícios econômicos de seus esforços, assim como os custos e benefícios associados à adoção dos códigos. Um relatório completo do seminário estará disponível em breve no site do Grupo de Pesquisa da NFPA em nfpa.org.

Todos sabem que para responder a um incêndio os corpos de bombeiros gastam dinheiro. Mas qual seria o custo econômico se houvesse menos bombeiros mobilizados no incêndio? E o que aconteceria se os bombeiros não chegassem?  Agora podemos fornecer números objetivos para comparar os resultados de diferentes cenários utilizando métodos comprovados como a avaliação quantitativa de risco, a avaliação do ciclo de vida, a análise de sensibilidade e a análise de custo-benefício. 

Alguns podem alegar que já estamos contabilizando de forma adequada o aspecto do valor acrescentado dos nossos gastos em proteção contra incêndio, medindo a perda direta de propriedade causada por um incêndio catastrófico. Mas como deveríamos considerar as perdas indiretas associadas a esses eventos? De que maneira contabilizamos os postos de trabalho perdidos, os impostos não cobrados, os danos ao meio ambiente, as reputações comprometidas e outras medidas elusivas?

Um conjunto de ferramentas para medir o impacto do trabalho dos bombeiros nas comunidades está atualmente em desenvolvimento; em alguns casos, o primeiro protótipo dessas ferramentas já chegou. O relatório intitulado “Development of an Environmental and Economic Assessment Tool (Enveco Tool) for Fire Events,” publicado este ano pela Fundação de Pesquisa para a Proteção Contra Incêndio, por exemplo, pode avaliar quantitativamente os impactos econômicos e ambientais das ações dum corpo de bombeiros durante o incêndio dum armazém. Outras ferramentas e a analítica de dados estão a caminho.

Os historiadores e a mídia se concentram muitas vezes nos numerosos incêndios ocorridos na história com conseqüências econômicas catastróficas, como o incêndio da fábrica de transmissões para veículos em 1953 que paralisou a indústria automóvel dos Estados Unidos ou o incêndio da plataforma de lançamento do Apollo 1 em 1967 que redefiniu a corrida espacial. Mas é também muito importante não perder de vista os incêndios menores que causam a maior parte das perdas anuais por incêndios. É até mais importante não perder de vista as poupanças, onde a intervenção dos bombeiros assegurou que não houvesse perdas. Onde está o crédito genuíno para todo esse bom trabalho? Cada pequeno incêndio apagado elimina uma grande catástrofe potencial.

Colocar um valor em dólares no custo social e humano dos incêndios é um desafio, mas quando os cortes de orçamento pairam no horizonte, justificar o papel dos que salvam vidas e propriedades é de vital importância. O dano à comunidade precisa ser quantificado e a história deve ser contada. Fornecer essas medidas é imperativo. Sem elas, a justificação do valor intrínseco que trazemos à comunidade permanecerá elusiva.

CASEY GRANT é diretor executivo da Fundação de Pesquisa para a Proteção contra Incêndios.

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