Novo sistema de espuma em canaletas de drenagem protegem hangar da aeronáutica?

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Novo sistema de espuma em canaletas de drenagem protegem hangar da aeronáutica?

Por Andrew Bishop

Em 23 de abril de 2003, o Comando de Engenharia de Instalações da Marinha dos EUA (NAVFAC) fez o teste de aceitação de um novo sistema de espuma para a proteção de hangares de aeronaves militares. O sistema, instalado dentro de canaletas de drenagem no piso, foi fruto do trabalho realizado durante 5 anos pelo NAVFAC, pelo Comando de Sistemas Aéreos da Marinha (NAVAIR), pelo Laboratório de Pesquisas Navais, pela Viking Corporation e pelo Underwriters Laboratories (UL). A empresa AR Utility Specialists, Inc. (ARUSI), uma empresa de projetos e instalações, com sede em Phoenix, Arizona, instalou o sistema em um hangar da marinha de 3.700 m 2, na localidade de China Lake, estado da Califórnia, e realizou os testes finais.

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Vista superior de um teste de descarga de espuma

Em 23 de abril de 2003, o Comando de Engenharia de Instalações da Marinha dos EUA (NAVFAC) fez o teste de aceitação de um novo sistema de espuma para a proteção de hangares de aeronaves militares. O sistema, instalado dentro de canaletas de drenagem no piso, foi fruto do trabalho realizado durante 5 anos pelo NAVFAC, pelo Comando de Sistemas Aéreos da Marinha (NAVAIR), pelo Laboratório de Pesquisas Navais, pela Viking Corporation e pelo Underwriters Laboratories (UL). A empresa AR Utility Specialists, Inc. (ARUSI), uma empresa de projetos e instalações, com sede em Phoenix, Arizona, instalou o sistema em um hangar da marinha de 3.700 m 2, na localidade de China Lake, estado da Califórnia, e realizou os testes finais.

"Houve uma parceria muito especial entre o governo e o setor de proteção contra incêndios", disse Joe Gott, engenheiro-chefe assistente do NAVFAC. "Os dois lados contribuíram significativamente com pessoas e recursos para o sucesso do programa".

A marinha dos EUA havia expressado interesse em novas tecnologias de proteção contra incêndio que minimizassem os danos colaterais a aeronaves e equipamentos causados por descargas acidentais de sistemas de espuma, e que fossem mais eficientes do que os monitores utilizados normalmente. O novo sistema, que é muito diferente dos sistemas atuais, descarrega uma camada de espuma de 46 cm de altura a partir do piso do hangar, em vez de fazê-lo por meio de monitores no teto ou nas paredes, portanto minimizando os danos que poderiam ocorrer a aeronaves abertas.

"No passado, descargas acidentais poderiam causar muitos danos devido à entrada de espuma nas cabines abertas e em circuitos eletrônicos expostos", diz Joshua Jones, engenheiro líder de proteção contra incêndios do Desert Team da Divisão Sudoeste do NAVFAC. "Esse problema foi agora reduzido porque os difusores, dentro das canaletas de drenagem no piso, descarregam espuma a até 46 cm de altura".

Este tipo de sistema foi especificamente projetado para a proteção de hangares, especialmente no caso de incêndios devido a vazamento de combustíveis. O sistema descarrega a espuma a partir de difusores instalados nas canaletas de drenagem do piso do hangar, que são acionados por detectores de calor. Os difusores são embutidos, não tem partes móveis, e eliminam a necessidade de monitores fixos ou móveis, ou outros equipamentos.

"Os difusores e toda a tubulação fica dentro das canaletas", diz Jones. "O sistema produz uma descarga que inunda o piso do hangar, abafando o fogo. Como não é saliente, o equipamento não causa obstruções".

Monitores móveis e fixos são facilmente obstruídos por aeronaves ou outros obstáculos em um hangar.

"Um andaime, por exemplo, pode bloquear a descarga de um monitor", diz Mark Conroy, representante da NFPA no comitê de preparação da norma NFPA 409, Hangares para Aeronaves. "Em vez de cobrir o fogo causado pelo combustível derramado, a espuma atingiria somente o andaime e cairia diretamente no piso.

"Os monitores são problemáticos", acrescenta Conroy. "Além de terem maior chance de serem bloqueados, também ocupam espaço valioso no hangar".

De acordo com Gott, a marinha mantém aproximadamente 20 FA-18s em um hangar, restando pouco espaço para caminhar, e menos ainda para um monitor grande.

"Além de ocuparem muito espaço, os monitores causam acidentes", diz Michael Reynoso, Diretor de Contratos Gerais da ARUSI. "Como ficam expostos, há o risco de serem atingidos por equipamentos pesados e até pelas próprias aeronaves".

O novo sistema pode descarregar espuma em aproximadamente 35 segundos, fazendo a cobertura completa do piso do hangar em 60 a 70 segundos. Os monitores necessitam aproximadamente 2 a 3 minutos para fazer a cobertura completa. A espuma tem 97 por cento de água e 3 por cento de surfactantes. O líquido gerador de espuma é armazenado em dois tanques de 5.300 L, do lado de fora do hangar, e bombeado, com água, pela tubulação, até atingir os difusores nas canaletas quando o sistema é ativado. O piso do hangar é inclinado, permitindo que a espuma descarregada seja removida pelas canaletas de drenagem, que têm uma capacidade de 17.000 L/min. O separador de água/óleo é bypassado durante a operação do sistema de espuma.

O novo sistema precisa de canaletas com aproximadamente 50 cm de largura para acomodar a tubulação e ainda ter capacidade de drenagem suficiente durante a descarga.

"As únicas dificuldades que consigo prever durante a instalação do sistema", diz Reynoso, "são o tempo de instalação e a criação de interferências. Durante a obra no hangar de China Lake, ocupamos metade da área de cada vez, o que permitiu que o hangar continuasse em operação". A substituição das canaletas de drenagem e a instalação da tubulação de espuma requerem que se quebre todo o piso do hangar.

"O projeto completo durou oito meses, mas poderia ter sido mais rápido", admite Reynoso. "Entretanto, o sistema de difusores dentro das canaletas é absolutamente perfeito para novos hangares. A instalação pode ser muito mais rápida, talvez em quatro a seis semanas, dependendo do tamanho do hangar".

"Mas a adaptação do novo sistema não foi um problema", acrescenta Jones, porque "as normas NFPA exigem que os hangares tenham sistemas de drenagem. Se o sistema de drenagem existente tiver dimensões adequadas, a instalação de um sistema de difusores nas canaletas ainda teria boa relação custo-benefício quando comparada à instalação de um sistema clássico de monitores oscilantes".

A Força Aérea dos EUA, assim como proprietários de hangares comerciais e privados, recentemente demonstraram interesse no sistema de difusores em canaletas de drenagem. De acordo com Gott, "Tenho conhecimento que proprietários de hangares não governamentais já estão pedindo a instalação desse sistema".

"Creio que o novo sistema revolucionará a proteção contra incêndios em hangares no futuro", afirma Reynoso. "É mais rápido e atinge o fogo em sua origem".

"Para mim, não há sistema melhor", diz Jones. "Os antigos sistemas de monitores oscilantes são menos confiáveis e menos eficientes, e potencialmente podem causar muito mais danos. Eu imagino que o novo sistema será utilizado em todos os hangares no futuro".

Artigo originalmente publicado no ARFF News, uma publicação conjunta do ARFF Working Group e NFPA.

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