Monitorando o estado de um sistema de sprinklers

Google Play

Apple Store

 

Artigo selecionado

Monitorando o estado de um sistema de sprinklers

Por Brian O’Connor

De acordo com o relatório de julho de 2017, “A experiência americana com sprinklers”, em três de cada cinco incidentes onde os sprinklers deixam de operar, o sistema foi desligado.

Enquanto os sistemas de sprinklers são altamente confiáveis, o elemento humano pode ter um papel no comprometimento do sistema. Quando um sistema automático de sprinklers está sofrendo manutenção ou renovações, por exemplo, normalmente é necessário fechar válvulas que controlam o suprimento d’água. Quando o trabalho no sistema é terminado, a válvula precisa ser reaberta para o sistema operar no caso de um incêndio. O que o relatório da NFPA diz é que isto não é sempre o que acontece, o que é um problema maior em muitos dos casos onde o sistema de sprinklers não consegue controlar o fogo. A NFPA 13, Norma para a Instalação de Sistemas de Sprinklers, tem várias exigências para evitar este cenário, através de um método chamado de supervisão.

A supervisão é um método de monitorar o estado de um sistema de sprinklers e indicar certas condições anormais que poderiam atrapalhar o sistema, como uma válvula que está fechada quando deveria estar aberta ou aberta quando deveria estar fechada. Para válvulas supervisionadas eletronicamente, o conceito principal é transmitir um sinal a um local constantemente atendido quando esta condição ocorre. Isto informa o pessoal apropriado tanto quanto a condição quanto a localização para que a ação apropriada possa acontecer.

Há muitas válvulas diferentes num sistema de sprinklers, mas nem todas elas precisam ser supervisionadas. A NFPA 13 exige que válvulas que controlam o fluxo de água para qualquer parte do sistema de sprinklers estar aberta e supervisionada. Certas válvulas já são exigidas serem do tipo de válvulas indicadoras, o que quer dizer que você pode saber se está aberta ou fechada simplesmente olhando para ela. O problema com isto é que, às vezes, estas válvulas estão em lugares que não são constantemente atendidos. É por isso que a NFPA 13 tem exigências para ter certeza que as válvulas fiquem abertas e que, quando estejam fechadas, que alguém que seja responsável pelo sistema saiba que elas estão fechadas.

No lugar de supervisão eletrônica, a NFPA 13 também permite que as válvulas sejam trancadas, seladas e etiquetadas para evitar que sejam fechadas sem autorização. Contudo, estes métodos exigem vigilância adicional. Por exemplo, os selos têm que ser conferidos cada semana, para garantir que não esteja quebrado, e as trancas têm que ser vistoriadas mensalmente para garantir que não foram removidas. Cadeados e correntes são especialmente úteis em lugares onde as válvulas são sujeitas a manuseio não autorizado. Além disso, as válvulas têm que ser trancadas individualmente e a distribuição das chaves ser restrita àqueles diretamente responsáveis pelo sistema.

Um dispositivo que supervisione eletricamente a válvula é instalado para monitorar a posição de um componente. Estes são normalmente chamados de interruptores de adulteração, porque se alguém mexe na válvula, o painel de controle do sistema de alarme de incêndio receberá o sinal apropriado.

Embora muitos meios de supervisão de válvulas sejam permitidos pela NFPA 13, um meio mais sofisticado inclui o uso do que é conhecido como um dispositivo de supervisão de sistemas de extinção automáticos. A instalação deste tipo de dispositivo é tratada pelo NFPA 72, Código Nacional de Alarmes de Incêndio e Sinalização. Como visto acima, o tipo mais comum de dispositivos usados aqui é um interruptor de adulteração eletronicamente monitorado que toca um alarma num local constantemente atendido. Outras condições que se exige que sejam supervisionadas incluem a pressão de ar de um cano seco ou de sistema de pré-ação e a temperatura da água num sistema de circuito fechado, porque se qualquer destes falha, pode levar a blocos de gelo se formando dentro dos canos, bloqueando a passagem de água para os sprinklers ou rompendo os canos.

Apenas porque o dispositivo de supervisão indica que certos componentes estão na posição correta não significa que seu sistema está em perfeitas condições de operação. Inspeções frequentes, testes e manutenção de acordo com a NFPA 25, Norma para a Inspeção, Testes e Manutenção de Sistemas de Proteção de Incêndio à Base de Água ainda são exigidas para garantir que todos os componentes do sistema continuam funcionando como previsto. E, para reduzir ainda mais a possibilidade de deixarem as válvulas inadvertidamente fechadas, a NFPA 25 também exige a implementação de um robusto programa de controle de danos. Isto inclui um foco específico para garantir que as válvulas estejam abertas depois de quaisquer reparos ou atualizações do sistema. Com a apropriada instalação, incluindo a seleção da melhor opção para supervisionar componentes e válvulas críticos do sistema, unido a um programa permanente de inspeções, testes e manutenção, um sistema de sprinklers automático reduzirá em muito o seu risco de perdas de vidas e propriedades com incêndios.

Brian O’Connor é engenheiro de proteção de incêndios da NFPA. Membros da NFPA e ACJ podem usar a aba de Technical Questions para postar perguntas sobre a NFPA 13 em nfpa.org/13.

Share

nós

Quem nós Somos

A National Fire Protection Association (NFPA) é a fonte dos códigos e normas que regem a indústria de proteção contra incêndios e segurança da vida.

Atualizamos nossa política de privacidade, que inclui como são recolhidos, tratados e usados os seus dados pessoais. Ao usar este site, você aceita esta política e o uso de cookies