Regras para as piscinas

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Regras para as piscinas

Por Jeffrey Sargent

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Determinando o nível necessário de segurança elétrica nas piscinas

A canícula do verão já chegou. As temperaturas superam os 30 graus com uma umidade acima da média. Os meteorologistas conjuram gotas de suor informando que “o índice de calor” está próximo dos níveis da “Death Valley”. Fugindo do calor, milhões de americanos mergulham em piscinas particulares ou municipais. A segurança elétrica é a ultima de suas preocupações, mas incidentes recentes levaram a uma maior consciência da importância do Código Elétrico Nacional (NEC®) para garantir que a visita à piscina seja tão segura como agradável. O não cumprimento dos requisitos do NEC para as instalações elétricas em volta das piscinas pode levar a resultados trágicos.

No mês de agosto passado, um texano de 27 anos nadava com a família na piscina dum hotel da zona de Houston. De acordo com o relatório publicado no Houston Chronicle, as pessoas queixavam-se de “receber um choque” na piscina quando se acendiam as luzes submersas. Notando uma criança em apuros na parte de água profunda, o homem nadou até lá e ajudou-o a sair são e salvo da piscina. Contudo, ele não teve a mesma sorte e não conseguiu sair da água “energizada” sozinho. Os salva-vidas sacaram-no da água, mas ele sofreu uma parada cardíaca. Ele recebeu os primeiros socorros no local e foi transportado ao hospital local. Morreu seis dias mais tarde, vítima de eletrocussão, de acordo com o médico-legista.

A investigação desse acidente pela Cidade de Houston e o Departamento de Licenças e Regulamentos do Texas demonstrou que um trabalho elétrico “de má qualidade” executado recentemente por eletricistas licenciados tinha resultado num problema de segurança elétrica da piscina. A investigação determinou que o circuito de alimentação das luzes submersas não estava protegido por um interruptor contra falhas de aterramento. Além disso, os requisitos do NEC sobre conexão equipotencial na área da piscina – significando que todos os objetos condutores, como escadas, dispositivos de iluminação e trampolins são conectados para minimizar a diferença de voltagem entre eles – não tinham sido aplicados. As conseqüências fatais dum trabalho executado sem respeitar as normas resultaram na acusação dos eletricistas por homicídio culposo.

Esse não foi um incidente isolado. Em abril, um menino de sete anos na Florida morreu eletrocutado na piscina familiar. A fonte da corrente letal foi também atribuída a um dispositivo de iluminação submerso defeituoso.

Essas tragédias poderiam levar à conclusão precipitada que a iluminação submersa nas piscinas deve ser proibida. Quando olhamos mais atentamente para esses dois incidentes, contudo, torna-se evidente que poderiam quase certamente ter sido prevenidos pelo cumprimento dos requisitos do Artigo 680 do NEC e pela manutenção do equipamento para garantir uma operação segura. As luzes submersas não têm apenas um valor estético. Quando as piscinas são utilizadas depois de anoitecer, a iluminação permite que os nadadores sejam vistos pelas pessoas fora da piscina, uma característica de segurança desejável especialmente na zona de água profunda.

Os requisitos que cobrem as instalações elétricas associadas às piscinas, incluindo o equipamento de iluminação submerso, estão no NEC desde 1962. As regras que cobrem a instalação de luzes submersas são das mais estritas do NEC. A utilização de interruptores de circuito contra falhas de aterramento no circuito elétrico geral que alimenta as luzes submersas ou a utilização de equipamento de iluminação que opera em baixa voltagem, considerado seguro, são as duas estratégias de proteção seguras especificadas no Artigo 680. Além disso, os métodos de cabeamento e de instalação são estritamente controlados. Embora alguns possam questionar o rigor dessas regras, existem provas claras de que quando são aplicadas, os dispositivos de iluminação instalados nas áreas de piscinas não representam uma ameaça para os nadadores. Temos também provas trágicas que quando os requisitos não são seguidos e o equipamento não é mantido, o velho adágio sobre a água e a eletricidade que não se dão bem é um truísmo que pode ter consequências fatais.

Jeffrey Sargeant é especialista regional do código elétrico na NFPA. Os membros da NFPA e as autoridades competentes podem utilizar a aba das Perguntas Técnicas para enviar consultas sobre o NFPA 70 em nfpa.org/70.

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