A avaliação de risco de incêndio como ferramenta

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A avaliação de risco de incêndio como ferramenta

Por Kathleen H. Almand, P.E., FSFPE

A avaliação de risco melhora o nível global de segurança nos nossos códigos e normas

O objetivo das normas e códigos de segurança da NFPA é proteger e se possível melhorar a segurança do público e do pessoal de emergência nos edifícios e outras estruturas.

Qual é a queixa principal da indústria acerca da forma em que os códigos e normas operam? Que eles não têm a flexibilidade necessária para aceitar, apoiar e até estimular projetos e soluções novos e melhores. Qual é a principal queixa das autoridades? Que a sua flexibilidade deixa demasiado espaço para que projetos pouco seguros escapem ao processo de revisão.

Como fazer para receber novas idéias boas e ao mesmo tempo rejeitar as novas idéias más? Como fazer para rapidamente anular novas ameaças identificadas sem jogar fora a criancinha com a água do banho em cada abordagem inovadora? Uma forma é de mudar a maneira em que pensamos e falamos dos códigos e normas.

Durante o processo de revisão dos códigos, recebemos propostas, acompanhadas por vezes de informação detalhada documentando a estratégia respeito do risco ou da mitigação do risco. O desafio para os Comitês Técnicos da NFPA consiste em avaliar essas propostas no contexto das disposições vigentes, que estão muitas vezes baseadas em consensos históricos ou em regras empíricas. No atual cenário, põe-se a ênfase na obediência aos códigos e normas, mas isto pode não ser a mesma coisa que o desempenho face ao fogo. Se quisermos receber as boas idéias novas e rejeitar as más, devemos encontrar uma melhor forma de reconhecer ambas. A linguagem do risco de incêndio pode ser uma forma de discutir o desempenho face ao fogo diretamente em vez de utilizar o substituto da obediência aos códigos e normas.

A Fire Protection Research Foundation completou recentemente dois projetos que ambos ilustram esse dilema e apresentam formas de enfrentá-lo.

A meta principal do primeiro projeto era de desenvolver informação técnica para apoiar a introdução de novos requisitos na NFPA 55, Armazenamento, Utilização e Manuseamento de Gases Comprimidos e Fluídos Criogênicos em Contentores Móveis e Fixos, Cilindros, e Tanques, para armazenar quantidades relativamente pequenas de hidrogênio (utilizado para as células de combustível dos sistemas de alimentação elétrica alternativos) em armários de armazenamento metálicos.

Esse projeto se concentrava na determinação do risco colocado por uma variedade de cenários envolvendo a liberação de hidrogênio a partir de um recinto de armazenamento e equipamento associado. O risco era estimado utilizando simulações por computador, e os resultados eram utilizados para determinar requisitos de localização para diferentes tipos de ameaças ou alvos exteriores tais como edifícios adjacentes. O projeto era baseado no risco – isto é, não se considerava nem a probabilidade dos cenários de liberação se verificarem, nem as conseqüências da sua ocorrência (por exemplo, a ignição ou deflagração ou a detonação). Em contraste, os requisitos vigentes relativos a separação espacial para outros gases na norma foram desenvolvidos anos atrás numa base estritamente prescritiva sem seguir nem uma abordagem de perigo quantificado nem de risco. O desafio para o Comitê sobre Gases Médicos será de reconciliar as distâncias desenvolvidas no estudo com as incluídas atualmente na norma.

A Avaliação de Risco de Incêndio (Fire Risk Assessment – FRA) é uma ferramenta de que dispomos para lidar com essas questões. Pode ser definida como um processo para estimar e avaliar o risco de incêndio que considera cenários de incêndios e agrupamentos de cenários de incêndio, com as probabilidades e conseqüências associadas, utilizando um ou mais limiares de aceitabilidade. Ao utilizar essa ferramenta, os comitês podem melhor avaliar o impacto relativo de diferentes riscos e métodos de proteção relativos a segurança contra incêndio, como o estudo sobre hidrogênio mencionado anteriormente.

Em 2006, a Fundação recebeu da USFA um donativo no âmbito da Prevenção e Segurança contra Incêndio com vista à preparação de um documento de orientação que ajude os comitês da NFPA a integrar os conceitos de risco. A guia foi elaborada e testada com o Comitê de Recursos Culturais da NFPA e com representantes de um amplo leque de Comitês da NFPA. Ela inclui três seções principais: determinação do uso de conceitos FRA por um comitê técnico, critério baseados na informação de risco, e aplicação de metodologias de avaliação de risco. A guia está disponível no sítio web da Fundação a www.nfpa.org/foundation.

Enquanto a nossa compreensão dos conceitos de perigo e risco e sua aplicação aos códigos e normas melhorar, melhoraremos o nível global de segurança das normas e códigos da NFPA.

Kathleen H. Almand, P.E., FSFPE, é diretora executiva da Fire Protection Research Foundation.

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A National Fire Protection Association (NFPA) é a fonte dos códigos e normas que regem a indústria de proteção contra incêndios e segurança da vida.

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