É preciso ensinar os códigos e as normas?
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É preciso ensinar os códigos e as normas?

Por Kathleen H. Almand, P.E., FSFPE

teaching50x36 A formação, uma profissão em transformação, e a evolução das normas

A formação, uma profissão em transformação, e a evolução das normas

TeachingCS 220Em junho, viajei a Escócia par participar dum seminário na Universidade de Edinburgh, sobre o tema do curriculum da universidade par a engenharia de proteção contra incêndio. O evento era motivado pela necessidade de formar uma nova geração de líderes capazes de guiar a profissão na significativa transição que se vive atualmente, caracterizada por um ambiente cada vez mais marcado pelo projeto baseado no desempenho, acoplado a certo nível de análise de risco. Pediram-me de compartilhar minha perspectiva sobre o papel dos códigos e normas na formação dos engenheiros de proteção contra incêndio. A questão central que eu coloquei era a seguinte: á medida em que a profissão desenvolve ferramentas de projeto úteis baseadas na compreensão moderna da relação entre os edifícios, seus ocupantes e conteúdos, e a proteção contra incêndios, será que a formação sobre os códigos e as normas se torna redundante ou obsoleta?

Esta é uma altura interessante para examinar esse tópico. Este ano, a Sociedade de Engenheiros de Proteção contra Incêndio publicou sua primeira norma de projeto de engenharia sobre o cálculo da exposição ao fogo das estruturas, uma etapa importante no estabelecimento dos elementos fundamentais da profissão. É também o 100º aniversário do incêndio da Triangle Waist Co., que forneceu o impulso para o desenvolvimento inicial daquilo que viria a ser o NFPA 101®, Código de Proteção da Vida, assim como uma série de princípios básicos da proteção contra incêndios que se tornaram parte integrante dos códigos e normas modernos. Em que forma o legado dos princípios de segurança contra incêndios inerente aos códigos e normas prescritivos habilita uma profissão de engenharia contra incêndios cada vez mais competente?

Uma olhada ao portfólio de pesquisa da Fundação faz parte da resposta da NFPA a essa pergunta. Cada ano, os comitês técnicos da NFPA nos contatam buscando respostas ás questões técnicas com as quais se estão debatendo. Alguns exemplos ilustram a emergência da engenharia em suas diferentes formas no desenvolvimento dos códigos.

A fundação está realizando um projeto para a indústria de alarme, para desenvolver critérios de desempenho para fontes de luz emergentes para os dispositivos de notificação de emergência; com uma compreensão quantificada do desempenho, os engenheiros podem integrar mais facilmente esses sistemas no projeto da proteção contra incêndio para a evacuação. Outro projeto examinou os riscos associados a armazenagem de baterias de íon lítio, para que os engenheiros possam desenvolver estratégias de proteção adequadas para esse risco nos armazéns. Finalmente, a Fundação finalizou recentemente um projeto desenvolvendo um instrumento de análise de risco para avaliar se as condições num determinado local apresentam um risco derivado do pó.

Cada um desses projetos ilustra diferentes meios pelos quais os engenheiros podem integrar os códigos e as normas e os métodos de engenharia disponíveis, para alcançar os objetivos da proteção contra incêndios. Os currículos de engenharia, incluindo o ensino dos códigos e normas, podem e devem refletir essa integração.

Contudo, uma questão importante permanece: podemos continuar a apoiar-nos numa abordagem progressiva de mudança dos códigos para potenciar o futuro da engenharia de proteção contra incêndios? Essa questão está no centro duma série de desafios emergentes na proteção contra incêndio: configurações de armazenagem de grande altura, que nunca foram previstas no desenvolvimento de nosso atual sistema de códigos, métodos de testes para avaliar a tecnologia de proteção contra incêndio baseados prescritivamente em velhos princípios tecnológicos; questões de sociedade como a sustentabilidade e a saúde e sua interface com a proteção contra incêndio; e o envelhecimento de nossa infra-estrutura de proteção contra incêndio, para citar alguns. Esses desafios podem requerer uma revolução no desenvolvimento dos códigos e normas, talvez até uma nova estrutura que permita uma consideração mais explícita do perigo e do risco no ciclo de vida dum edifício.

Que os códigos mudem por evolução ou revolução, eles sempre são a base para a aceitação reguladora do projeto de segurança contra incêndio – e um componente crítico da formação dos engenheiros de proteção contra incêndio do futuro.

KATHLEEN H. ALMAND, P.E., FSFPE, é diretora executiva da Fundação para a Pesquisa de Proteção contra Incêndio.

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