Madeira Alta

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Por Kathleen H. Almand, P.E., FSFPE

Um estudo sobre os edifícios altos de madeira obriga a repensar a proteção contra incêndios

Um estudo sobre os edifícios altos de madeira obriga a repensar a proteção contra incêndios

woodbuildingsRecentemente, a Fundação de Pesquisa para a Proteção contra Incêndio finalizou a primeira fase duma avaliação de risco dos edifícios altos de madeira. Não temos ainda uma forma de avaliar o desempenho dessa nova tecnologia e nosso trabalho nessa área é um exemplo fascinante de como a dinâmica dos projetos de edifícios ambientalmente sustentáveis obriga-nos a repensar algumas de nossas hipóteses fundamentais sobre a proteção contra incêndios.

A construção em perfis de madeira leve (wood-frame) tem sido tradicionalmente limitada em altura e área devido às limitações da capacidade estrutural e por causa de preocupações quanto à segurança contra incêndio desse material combustível. Contudo, uma série de inovações nos produtos de madeira e nos sistemas compostos permitiram a elaboração de projetos eficientes de prédios mais altos. Essas inovações, aliadas à idéia que a madeira é um material de construção sustentável, levaram a renovar a visão dos limites prescritivos da utilização de madeira nos códigos de construção modernos e das questões de segurança contra incêndios subjacentes.

A avaliação de riscos da Fundação, realizada a pedido da indústria dos seguros, incluiu uma análise das orientações existentes sobre segurança contra incêndios nos projetos, um amplo conjunto de pesquisas recentes, incêndios em edifícios de madeira e uma série de casos de estudo globais tanto em edifícios históricos de madeira como em prédios altos construídos recentemente em madeira com diferentes sistemas construtivos. O estudo, da autoria da Arup, oferece recomendações de pesquisa para lidar com lacunas no conhecimento sobre o desempenho da segurança contra incêndio em sistemas construtivos de madeira e esperamos trabalhar com as partes interessadas para preencher essas lacunas. O relatório está disponível online em nfpa.org/foundation.

À primeira vista, trata-se dum projeto bastante característico da Fundação: surge uma nova tecnologia, levantam-se questões sobre a capacidade dos códigos e normas para lidar com essa tecnologia e a Fundação apóia fornecendo a informação técnica necessária para a elaboração das provisões dos códigos e normas. Contudo, trabalhando com nosso painel técnico e outros nesse projeto, percebi que aqui há algo diferente.

Em primeiro lugar, a construção de madeira esteve conosco por muito tempo e existe um nível de conforto geral sobre como lidamos com ela em nossos códigos e normas, que normalmente estabelecem uma restrição da altura a quatro andares.

Mas muitos de nós na América do Norte nunca vimos um edifício de madeira que exceda essa altura e não sabemos qual é o portfólio de edifícios altos de madeira em construção ou na fase de projeto no mundo. Esses edifícios levantam questões sobre os princípios básicos de nosso nível de conforto; prédios de madeira até 10 pisos estão em construção e estão sendo projetados alguns de 30 pisos. Alguns deles se encontram em jurisdições com códigos de construção mais restritivos que os nossos.

Além disso, os materiais utilizados em muitas dessas estruturas são novos para nós, e não temos informação para fazer avaliações exatas de seu desempenho. Por último, a inclusão no portfólio de estruturas altas históricas de madeira levou-nos a entender que algumas das restantes hipóteses fundamentais nas quais nossos códigos estiveram baseados historicamente - compartimentação, sprinklers e outras formas de proteção contra incêndios – já estão mudando com a evolução dos materiais de construção.

Com os edifícios de madeira, temos um material “velho” transformado para usá-lo em novas formas estruturais. Enquanto tentamos definir o desempenho que esperamos dos edifícios altos de madeira, ganharemos também uma compreensão mais explícita dalgumas das hipóteses fundamentais subjacentes às nossas normas – um processo extremamente valioso, quer esses conhecimentos sejam aplicados às tecnologias antigas, quer às novas.

Kathleen H. Almand, FSFPE, é vice-presidente de Pesquisa na NFPA e diretora executiva da Fundação de Pesquisa para a proteção contra Incêndio.

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