O Progresso dos dados inteligentes

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O Progresso dos dados inteligentes

Por Kathleen H. Almand

EvolucionInteligencia

Aplicando dados ao processo de tomada de decisões sobre prevenção de incêndios 

Hoje em dia, parece que na comunidade de proteção contra incêndios todos falam dos chamados sistemas “inteligentes”. A apresentação pela Fundação de Pesquisa de Proteção contra Incêndio do nosso trabalho recente sobre combate a incêndio inteligente, patrocinado pelo Instituto Nacional de Normas e Tecnologia, recebeu muita atenção em todo o país. Embora o trabalho abranja tudo, desde pré-planejamento de emergência até táticas de combate ao incêndio, são os aspectos tecnológicos do conceito inteligente, ou “ciberfísico”, que atraíram muita atenção. Os drones usados no combate a incêndio, os sensores na roupa e os sistemas de informação dos edifícios apresentam oportunidades tangíveis, físicas, para a segurança contra incêndios, em particular para o pessoal de resposta de emergência.

Existe um aspeto mais tranqüilo do conceito inteligente que chama também a atenção: o uso de dados para contribuir com informação à tomada de decisões no âmbito da prevenção de incêndios. Alguns poderiam argumentar que esse não é o conceito convencional de “inteligente” onde os mundos cibernéticos e físicos se encontram, mas é um exemplo perfeito do poder dos dados para aprimorar a tomada de decisões no âmbito das inspeções e da aplicação dos códigos.

Muitas coisas já estão acontecendo em volta dessa questão. Em 19 de novembro a Fundação juntará pessoal da prevenção de incêndios de 15 jurisdições em Tempe, Arizona, para discutir a forma como estão usando os dados para orientar os programas de aplicação dos códigos e inspeções. Dados incluindo registros de inspeção anteriores, dados do setor imobiliário, fatores de risco da população e chamadas aos corpos de bombeiros estão sendo usados para tornar a fiscalização e a inspeção mais inteligentes, o que significa neste caso mais eficientes e efetivas. A conversa contribuirá com informação às iniciativas da NFPA assim como a suas normas, incluindo a NFPA 950, Desenvolvimento e Troca de Dados para os Serviços de Bombeiros e a NPFA 1730, Organização e Mobilização de Operações de Prevenção contra Incêndios, Inspeção e Aplicação dos Códigos, Análise de Projetos, Investigação e Educação Pública.

Outros projetos em curso da Fundação lidam também com a aplicação dos códigos inteligentes. Um projeto resultou duma solicitação da comunidade dos alarmes de incêndios para desenvolver dados a fim de obter uma melhor compreensão dos alarmes não desejados. Nosso trabalho anterior sobre esse tópico recomendava o desenvolvimento de dados para obter uma compreensão mais profunda das condições associadas aos falsos alarmes e como os fatores como a inspeção, a localização dos alarmes e a verificação das chamadas poderiam ter um impacto no problema. Nossa meta com esse projeto é ampliar a coleta de dados e apoiar os departamentos com a análise do problema. Durante os dois anos desde a realização do projeto, alguns corpos de bombeiros começaram a desenvolver dados com base nas recomendações do projeto.

Um segundo projeto foi desenhado para compilar e analisar os registros dos testes das bombas de incêndio utilizando informação coletada num projeto anterior. Concebidos para ajudar a definir a freqüência das inspeções, esses dados serão úteis aos proprietários de instalações assim como ao Comitê Técnico sobre Bombas de Incêndio. Trabalhamos também com o Comitê Técnico sobre Inspeção, Testes e Manutenção dos Sistemas a Base de Água para desenvolver um anexo proposto que forneça orientações sobre a coleta dum conjunto muito mais amplo de dados sobre instalação, testes e manutenção. 

Todos esses esforços dão continuidade a um trabalho anterior realizado pela Fundação com a convicção que os dados podem tornar os programas de inspeção mais eficientes e efetivos. Uns anos depois do trabalho inicial, a comunidade de combate a incêndio tem a capacidade de coletar e transmitir de forma eficiente e fluida esses dados para que as decisões que apóiam possam ser tomadas em tempo real. Chame isso de progresso dos dados inteligentes – com muito mais progresso por vir.

Kathleen H. Almand, P.E., FSPE, é vice-presidente de Pesquisa na NFPA. 

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