Conjuntos de Dados

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Conjuntos de Dados

Por Kathleen H. Almand

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Perguntas importantes para a coleta, análise e utilização da informação sobre as perdas causadas pelos incêndios

Em março, a Divisão de Análise e Pesquisa sobre Incêndio da NFPA, em cooperação com o Instituo Nacional de Normas e Tecnologia, realizou um seminário para as principais organizações de combate a incêndio que são líderes na coleta ou utilização dos dados sobre os incêndios. A meta do seminário era analisar como coletamos, analisamos e utilizamos os dados sobre as perdas causadas pelos incêndios - a informação que todos utilizamos para enquadrar nossos programas, atividades e os motivos da nossa existência - e explorar como podemos trabalhar juntos para tornar esses processos mais efetivos.

Começamos com uma síntese do National Fire Incident Reporting System (NFIRS), a base de nosso sistema de dados sobre perdas causadas pelos incêndios que suscita a invídia das pessoas de todo o mundo que não têm um sistema nacional de coleta de dados. A NFPA, a Administração de Incêndios dos Estados Unidos (USFA, da sigla em inglês) e a Comissão sobre Segurança dos Produtos para o Consumidor publicam estimativas sobre as perdas nos incêndios com base nesses dados.

Utilizando ferramentas de análise sofisticadas, podemos transformar esses dados brutos em fatos que muitos de nós utilizamos como marco de referência para o problema do incêndio, para monitorar o impacto das novas tecnologias e riscos e priorizar as políticas e programas de forma a maximizar seu impacto. A abordagem das estimativas básicas nacionais, desenvolvida em conjunto pelo pessoal das três organizações mais de 25 anos atrás, combina os detalhes coletados pelo NFIRS com estimativas derivadas dos levantamentos anuais da experiência dos corpos de bombeiros pela NFPA.

Ouvimos das agências federais, estaduais e locais de combate a incêndio como utilizam esses dados par tomar decisões sobre a alocação de recursos, prioridades dos programas e mais. Ouvimos também as seguradoras e os pesquisadores em saúde pública falar de outros conjuntos de dados que poderiam utilizar como base de informação sobre os problemas.

Logo arregaçamos as mangas para lidar com algumas perguntas importantes. Por exemplo, como podemos facilitar e tornar mais eficiente a coleta de dados e a preparação de relatórios para os corpos de bombeiros locais numa época de redução dos recursos? Esta questão tem muitas facetas, incluindo demandas conflitantes de dados para responder a necessidades diferentes, perceber e lidar com os motivos dos registros incompletos, formas de melhorar a qualidade dos dados pelo treinamento e o aprimoramento do sistema e o papel potencial da tecnologia para facilitar a coleta de dados e os relatórios. Discutimos as formas de ligar os sistemas existentes e desejados de coleta de dados para reduzir a redundância e aliviar a carga ao nível local.

Alem disso, perguntamos como poderíamos enriquecer os dados que coletamos e analisá-los para torná-los mais valiosos. Várias apresentações descreveram outros tipos de dados desejáveis, como dados sobre operações, sobre situações de quase acidente (near-miss) e dados integrados sobre os incêndios florestais, entre outros. Discutimos também a necessidade de tornar os dados mais acessíveis e relevantes para as pessoas que trabalham na cadeia da coleta e análise de dados.

Finalmente, e talvez mais importante, perguntamos quais são os passos que precisamos dar no curto e longo prazo para aprimorar nosso sistema atual e garantir sua futura relevância. Falamos do papel dos comitês técnicos da NFPA como meio de juntar membros da comunidade para desenvolver uma visão e um quadro de referência para o futuro sistema de dados e como a NFPA e outras organizações podem apoiar a USFA para avançar com futuras versões do NFIRS.

Penso que todos saíram do evento com um sentimento compartilhado de urgência, mas também de optimismo – esta é uma nova era para a ciência dos dados, com um grande potencial. Compartilhamos também o compromisso de continuar a trabalhar juntos sobre essas questões. Sem dados de boa qualidade e relevantes, bem analisados e disponíveis para aqueles que os podem utilizar a nível local, estadual e federal, não teremos a informação necessária para continuar a reduzir o peso dos incêndios para o país.

Kathleen H. Almand, P.E., FSFPE, é vice-presidente de Pesquisa na NFPA.

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