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Por Matt Klaus

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Ampliando a base técnica dos requisitos de inspeção, testes e manutenção

Os testes e a manutenção talvez não representem o lado glamoroso do negócio da proteção contra incêndios, mas o desempenho dos sistemas instalados que envelhecem é um factor essencial para o cumprimento dos objetivos dos projetos de segurança contra incêndios

Muitas normas da NFPA sobre sistemas de proteção contra incêndio contêm requisitos para inspeção, testes e manutenção periódicos (ITM). Esses requisitos são submetidos a análises cada vez mais minuciosas porque acrescentam custos ao ciclo de vida dos sistemas de proteção contra incêndio e, no caso dos sistemas a base de água, porque os recursos consumidos no processo são cada vez mais valiosos.

No ano passado, a Fundação de Pesquisa para Proteção contra Incêndios realizou um estudo da confiabilidade das bombas. O documento identificou os tipos de dados contidos nos relatórios de inspeção que podem ajudar a melhorar as bases dos requisitos de ITM e propôs um sistema para recolher esses dados de forma sistemática. Mas existem outras considerações importantes quando se aplica uma abordagem baseada no risco: por exemplo, qual é a conseqüência da falha de um componente do sistema na determinação do nível aceitável de desempenho do sistema como um todo?

No ano passado, quatro comitês técnicos da NFPA pediram à fundação que realize estudos para aprimorar as bases técnicas dos requisitos sobre ITM em seus documentos. Embora essas questões sejam diferentes em cada documento, os princípios básicos da abordagem baseada na análise de risco/confiabilidade para determinar a freqüência desejável de ITM são os mesmos. Assim sendo, iniciamos um projeto com a Universidade Politécnica do Estado de Califórnia para desenvolver orientações que ajudem os comitês técnicos a estabelecer a freqüência de ITM para um determinado sistema ou equipamento de proteção contra incêndios com base nos conceitos de risco/confiabilidade.

Em julho, realizamos um seminário que juntou 30 representantes de comitês técnicos chave da NFPA, cujos documentos contêm requisitos de ITM. Cada grupo, tratando desde os sistemas passivos de proteção contra incêndio até os sistemas de detecção e supressão, analisou as bases históricas dos requisitos em seu documento e tentou identificar a necessidade de dados e os recursos disponíveis para ajudar a assentar uma abordagem mais técnica que tome em consideração tanto a probabilidade de falhas como suas conseqüências.

Vários grupos identificaram a conduta humana – a capacidade da pessoa executando o programa ITM – e a qualidade do ITM como variáveis chave da equação. O conceito de “não causar dano” durante a inspecção foi também discutido. O grupo organizado em torno da NFPA 4, Testes Integrados de Proteção contra Incêndio e Segurança Humana, enfrentava um desafio especial, já que esse documento busca desenvolver requisitos para um “sistema dos sistemas”, cada um dos quais tem seus requisitos e modos específicos de falha.

Utilizando os resultados do seminário, junto com outros recursos, incluindo o SFPE Engineering Guide to Fire Risk Assessment e informação de indústrias, como a indústria nuclear, que enfrentaram este problema, Cal Poly está desenvolvendo um modelo/lista de verificação que os comitês técnicos poderão utilizar quando abordarem essa questão. O guia descreverá os princípios de confiabilidade que devem ser aplicados, os tipos de fontes de dados e as limitações associadas e os tipos de critérios de “falha” e fornecerá um sistema/metodologia que poderá ser adaptado às necessidades de cada comitê.

Como o demonstrou o projeto das bombas de incêndio, os dados são importantes, mas existem formas de estruturar a recolha para que os dados sirvam para a abordagem risco/confiabilidade. Uma compreensão plena da relação entre os componentes do sistema e o impacto da falha de qualquer um de seus elementos tem também uma grande importância. O guia da fundação, que estará disponível no início de 2103, não fornecerá todas as respostas, mas esperamos que proporcione uma estrutura para o diálogo dos comitês técnicos sobre essas questões.

Kathleen H. Almand, P.E., FSFPE, é diretora executiva da Fundação de Pesquisa para Proteção Contra Incêndio.

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