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Por Shane M. Clary, Ph.D.

A NFPA lidera a área de segurança e leva à indústria a sua primeira norma de projeto e guia de instalação
Há duas perguntas que me são dirigidas em muitas ocasiões: “Porque a NFPA está envolvida na segurança e na instalação de sistemas de segurança?” e “Não deveriam ser outras organizações, que se dedicam ao negócio da segurança, a tomar a dianteira?”.


 

Underwriter Laboratories logo

O que é a UL 681?
Para a segurança, o documento primário é a UL 681. Entretanto, a UL 681 é usada apenas para os sistemas que precisam a emissão de um certificado. Trata-se de um programa similar a certificação UUFX e UUJS pelo UL para a instalação de sistemas de alarme de incêndio. Os sistemas de detecção contra intrusão são raramente instalados de forma voluntária de acordo com os requisitos do UL 681. Esses sistemas são instalados principalmente para cumprir com o requisito de uma companhia seguradora que vai assumir o risco relativo a instalações protegidas. Esses sistemas são geralmente instalados em lojas de jóias, em fábricas, fábricas de produtos farmacêuticos, e lojas de venda ao pormenor de produtos de alto valor.

A UL 681 detalha a proteção e diferentes métodos de comunicação ou segurança que podem ser usados para minimizar as possibilidades de ataques aos canais de comunicação entre as instalações protegidas e o dispositivo de monitoramento.

Embora haja um consenso sobre o fato que o UL 681 estabelece um padrão alto para a instalação de sistemas de detecção de intrusão, em geral essa norma não é considerada como adequado para a indústria. Não ha dúvidas que se cada sistema fosse instalado de acordo com o UL 681, a probabilidade de falha iria diminuir. Entretanto, instalar cada sistema de acordo com essa norma seria muito caro para o utilizador final.
 

Informação sobre as necessidades de segurança atuais
Este volume compacto junta dados completes sobre a instalação de sistemas de segurança, de maneira a que você esteja preparado para qualquer tipo de projeto. O  Pocket Guide to Electronic Security System Installation apresenta formulas, tabelas, gráficos, regras e cálculos, e conversões a partir dos requisitos do NEC, da nova NFPA 731, do UL e outros recursos. Utilize-o para trabalhar com sistemas de intrusão, CCTV, e controle de acesso.

  • Cobre todo desde os sistemas de monitoramento por video (CCTV), aos sistemas de proteção por iluminação, aos sistemas de evacuação de voz. Ajuda-vos a instalar leitores de cartas de acesso e fechos eletrônicos.
  • Fornece fatos acerca do sensoriamento e monitoramento da intrusão utilizando interruptores de contatos magnéticos, sensores de rompimento de vidro, e detetores sísmicos ou de choque.

Uma ajuda garantida aos instaladores e inspetores de sistemas e a todos os que estão envolvidos em alarmes de segurança, eletricidade ou incêndio.

A minha resposta é: “Desde a publicação da NFPA 5000™, Código de Construções e Segurança das Edificações, a NFPA entrou no domínio do ambiente construído total, do qual os sistemas eletrônicos de segurança fazem parte. Ademais, a NFPA, pelo seu processo de elaboração de normas, possui os mecanismos e os procedimentos para produzir uma norma ANSI consensual e pode recrutar a perícia necessária para o Comitê Técnico.

Existe um acordo no seio dos membros da NFPA que na World Safety Conference and Exposition de 2005 da NFPA em Las Vegas, aprovaram a NFPA 730, Guia para a Segurança das Instalações e a NFPA 71, Instalação de Sistemas Eletrônicos de Segurança.

A NFPA 731 não é um código de alarmes anti-roubo. Também não é uma norma para fabricantes. O objetivo da NFPA 731 é fornecer uma norma que estabeleça requisitos mínimos de instalação para sistemas eletrônicos de segurança, que incluem: Sistemas de Detecção de Intrusão; Sistemas Eletrônicos de Controle de Acesso; Sistemas de Vigilância por Video (CCTV, da sigla inglesa); e sistemas contra assaltos a mão armada, coerção e ataques de surpresa.

Antes da publicação da NFPA 731, existiam diferentes normas emitidas pelo Underwriters Laboratories que cobriam a instalação de sistemas de detecção de intrusões. Essas normas incluíam a UL 365, Sistemas e Unidades de Alarme contra Roubos Conectados a uma Estação de Polícia; a UL 636, Sistemas e Unidades de Alarme de Assaltos a mão armada; a UL 1076, Unidades e Sistemas de Alarmes Privados anti Roubo, e a UL 681, Instalação e Classificação de Sistemas anti Roubo e Assalto a Mão Armada.

Cada instalação de sistema deveria ser precedida de uma análise de risco para determinar qual seria o nível de detecção e segurança necessário para cada instalação. Dependendo do tipo de instalações, pode-se decidir a instalação de um sistema de acordo com o UL 681. O profissional é encorajado a analisar com o utilizador final as suas expectativas em relação ao sistema.

Para as instalações que realizam trabalho de acesso restrito, pode-se instalar um sistema de acordo aos requisitos do UL 2050, Norma para Sistemas de Segurança Industrial para a Proteção de Materiais de Acesso Restrito. Esse documento controlado não é acessível a população em geral.

Existem também muitas normas relativas a fabricação de várias partes dos sistemas eletrônicos de segurança. Essas incluem a UL 294, Norma para Unidades de Controle de Acesso, a UL 606, Norma para Revestimentos e Monitores para Uso com Sistemas de Alarme Anti-Roubo; a UL 634, Norma para Conectores e Interruptores para uso com Sistemas de Alarme Anti-Roubo; a UL 639, Norma de Segurança para Unidades de Detecção de Intrusão; a ANSI/SIA PIR-01, Norma para Detectores de Movimento Passivos de Infravermelhos – Elementos para Melhorar a Imunidade em Relação a Falsos Alarmes, 2000; e a ANSI/SIA CP-01, Norma para Painéis de Controle - Elementos para a Redução dos Falsos Alarmes, 2000.

Essas normas fornecem um nível mínimo de requisitos para a produção de equipamento utilizado diariamente pelo ramo da segurança nos Estados Unidos. As duas últimas, a ANSI/SIA PIR_01 e a NSI/SIA CP-01, fornecem requisitos para a redução dos falsos alarmes nas Unidades passivas e painéis de controle de Infravermelhos.

Essa questão está-se tornando de primeira importância no ramo da detecção de intrusão. Diferentes agências de aplicação da lei passaram a sistemas de detecção de intrusão sem resposta ou com resposta verificada. A SIA, bem como a National Burglar and Fire Alarm Asociation (NFBAA), a Central Station Alarm Association (CSAA), e a Alarm Industry Resarch & Educational Foundation (AIREF) trabalharam juntas para reduzir o número de alarmes indesejados por meio das duas normas SIA, a Norma CSAA ANSI/CSAA CS-V-01-2004.XX Procedimentos de Verificação e Notificação de Alarme, e o regulamento sobre módulos promulgado pelo AIREF.

As normas discutidas até agora cobrem os sistemas de detecção de intrusão, que não estão unificadas. Poder-se-ia instalar um sistema de acordo com a UL 681, e não usar um controle certificado de acordo com a CP-01 ou um sistema passivo de infravermelhos de acordo com a PIR-01. Essas normas também não cobrem os outros componentes chave dos sistemas de segurança eletrônica.

Debate intenso
Durante o desenvolvimento inicial da NFPA 731, o Comitê Técnico sobre Segurança das Instalações teve um debate intenso durante várias reuniões para definir se o documento que estava sendo produzido deveria ser um código de segurança baseado nos tipos de ocupação, ou uma norma de instalação. Finalmente decidiu-se criar dois grupos de trabalho, um para trabalhar sobre o Código de Segurança das Instalações e o outro para desenvolver uma norma de instalação.

O grupo de trabalho julgou que o enfoque principal deveria ser posto nos sistemas de detecção de intrusão, mas não queria que o documento fosse apenas uma norma de instalação para esses sistemas. As agências de aplicação da lei julgavam que as questões de falsos alarmes deviam ser tratadas. Também desejavam tratar as questões relacionadas com os sistemas CCTV de forma que a imagem obtida servisse para identificar uma pessoa, e poder utilizar essa imagem para proceder a uma acusação. Também estavam preocupados com a terminologia utilizada para descrever um sinal de alarme de “ataque de surpresa” ou coerção.

O grupo de trabalho determinou que a primeira edição não incluiria o monitoramento e a supervisão fora do local (off-site). Isso devido ao tempo disponível para completar o primeiro ciclo até a data limite de fecho dos Relatórios sobre Propostas e o Relatório sobre Comentários. A edição do segundo ciclo, que acaba de completar o processo de ROP, inclui a linguagem relativa ao monitoramento off-site.

A primeira edição
A primeira edição da NFPA 731 foi concebida com os seguintes capítulos:

  1. Administrativo
  2. Normas de referência
  3. Definições
  4. Princípios
  5. Sistemas de Detecção de Intrusão
  6. Sistemas Eletrônicos de Controle de Acesso
  7. Sistemas de Vigilância por Video
  8. Assaltos a mão armada, Coerção e Ataque de surpresa
  9. Ensaios e Manutenção

Os primeiros três capítulos são impostos pelo Manual de Estilo. As definições utilizadas são geralmente aceites pelo ramo da segurança. O grupo de trabalho obteve e utilizou diligentemente as definições mais comuns, em vez de introduzir novos itens.

O capítulo sobre princípios estabelece os requisitos mínimos de instalação para todos os sistemas cobertos pela NFPA 731. O capítulo cobre cada um dos sistemas, e a seguir entra em mais pormenores.

O primeiro componente importante do Capítulo 4 é relativo as qualificações do projetista e do instalador.

4.1.6 Projeto do sistema. As pessoas experientes no projeto, aplicação, instalação e ensaios de sistemas eletrônicos de segurança de instalações vão elaborar os planos e as especificações de acordo com a presente norma.

4.1.6.1 O projetista do sistema será identificado nos documentos de projeto do sistema

4.1.6.2 As provas das qualificações serão fornecidas quando exigidas pelas autoridades competentes.

4.1.6.3 O pessoal qualificado inclui, mas não se limita ao seguinte:

  1. Pessoal do fabricante de equipamento, treinado e certificado
  2. Pessoal licenciado e certificado pelo estado ou por uma autoridade local
  3. Pessoal certificado por um programa de acreditação aceite pelas autoridades competentes.

4.1.7 Instalação dos sistemas

4.1.7.1 O pessoal de instalação será supervisionado por pessoas qualificadas e experientes na instalação, inspeção, e ensaio dos sistemas eletrônicos de segurança das instalações.

4.1.7.2 O pessoal qualificado inclui, mas não se limita ao seguinte:

  1. Pessoal do fabricante de equipamento, treinado e certificado
  2. Pessoal licenciado ou certificado por uma autoridade federal, estadual, ou local
  3. Pessoal certificado por um programa de acreditação aceite pelas autoridades competentes.
  4. Pessoal treinado e qualificado empregado por uma organização certificada por um laboratório nacional de ensaios na manutenção de sistemas eletrônicos de segurança das instalações.

Quando esses sistemas são projetados e instalados, o utilizador do sistema conta com que eles trabalhem como projetado e sejam instalados por pessoal que foi adequadamente treinado na aplicação e instalação do sistema. Para os sistemas de detecção de intrusão, isso minimiza a probabilidade de alarmes indesejados.

Parte do processo de projeto consiste em olhar o ambiente onde os sistemas serão instalados. É importante selecionar o equipamento adequado para a aplicação e verificar que não haja questões ambientais que possam causar um funcionamento inadequado do sistema. Os seguintes critérios a serem considerados pelo projetista se encontram no Anexo:

  1. Nevoeiro
  2. Chuva
  3. Neve
  4. Humidade/Corrosão
  5. Frio/calor
  6. Vibração
  7. Interferência de rádio freqüência (RFI)
  8. Descargas elétricas
  9. Indução AC
  10. Poeira
  11. Fumo
  12. Animais/insetos
  13. Vegetação
  14. Decorações/ajudas de marketing

A alimentação, tanto primária como segundaria, é considerada a seguir no Capítulo 4. Isso tornou-se uma área controversa durante e depois da preparação do NFPA 731. As agências de aplicação da lei bem como outras entidades julgam que a fonte principal de falsos alarmes é a fonte de alimentação. Para os sistemas de controle de acesso, precisa-se dispor de alimentação elétrica para restringir o acesso as áreas sensíveis em caso de corte de energia. A norma tal como foi adotada requeria que houvesse 24 horas de energia de reserva para um sistema de detecção de intrusão. Julgava-se que fosse um tempo adequado para prevenir falsos alarmes. Entretanto, depois da adoção da norma, viu-se que atualmente ainda existem painéis de controle feitos de acordo com o UL 365, que requer apenas quatro horas de alimentação de reserva. Até que uma mudança seja introduzida na norma UL para 24 horas, o Comitê Técnico julgou prudente reduzir o tempo na NFPA 731. Em julho 2006 o Comitê das Normas publicou o Esboço de Emenda Transitória 06-1 (NFPA 731) incluindo essa correção.

A Norma cobre também a documentação do sistema. A extensão da documentação deixou-se ao critério da autoridade competente. Como mínimo, o utilizador final deverá receber o seguinte:

  1. Manual do usuário e instruções de instalação cobrindo todo o equipamento do sistema
  2. Instruções do usuário
  3. Formulário de Registro de Completamento da Segurança Eletrônica das Instalações preenchido pelo instalador do sistema
  4. Nome e contato telefônico da organização que mantem o sistema eletrônico de segurança das instalações
  5. Nome e contato telefônico da organização que faz o monitoramento do sistema eletrônico de segurança das instalações visionado na unidade de controle

Também deve ser proporcionado treinamento ao utilizador final. O grupo de trabalho julgou que como com o projeto adequado e o correto uso do equipamento, houve problemas com os sistemas quando o utilizador final não tinha sido bem instruído sobre o uso e a operação do sistema.

A NFPA 731 é uma norma de instalação. Não exige a instalação de um sistema eletrônico de segurança das instalações. A NFPA 731 lida com o estabelecimento de um padrão mínimo de instalação desses sistemas.

O Capítulo 5 cobre a instalação de sistemas de detecção de intrusão. A seção 5.1.3 cobre o tempo de demora de entrada/saída para um sistema. Uma fonte de falsos alarmes é quando o usuário do sistema não deixa com suficiente rapidez as instalações depois de armar o sistema, ou não desarma o sistema a tempo depois de entrar. Essa secção requer que o tempo seja fixado ao dobro do tempo que se precisa para ir desde o portal de entrada até a interface homem/máquina para desarmar o sistema, ou depois de colocar o sistema antes de sair do edifício. Entretanto, para limitar a possibilidade de comprometer o sistema, o tempo de entrada/saída não pode exceder 240 segundos. Portanto, a interface homem/máquina para armar e desarmar o sistema não pode ser localizada mais longe do que 120 segundos.

Os requisitos gerais de instalação são deixados ao critério do fabricante dos dispositivos ou aparelhos a serem usados. A Seção 5.1.4 requer que os dispositivos sejam instalados de acordo com as instruções do fabricante. O espaçamento dos dispositivos de detecção volumétrica será definido com base na ameaça estimada como especificada pelo projetista em consultas com o utilizador final.

O Capítulo 5 cobre os dispositivos de detecção internos e externos. Nessa seção se encontram diferentes disposições chave. A primeira é que para a proteção externa, não haverá notificação dos agentes da lei sem que haja primeiro verificação do sinal. Isso pode ser feito de duas formas:

  1. Verificação no local
  2. Verificação por video

Uma segunda provisão estabelece que os detectores passivos infravermelhos (PIR) deverão cumprir com os requisitos da ANSI/SIA PIR-01, Norma para Detectores de Movimento Passivos de Infravermelhos – Elementos para Melhorar a Imunidade em relação a Falsos Alarmes. O grupo de trabalho julgou que esse seria um outro meio de diminuir a possibilidade de ocorrência de falsos alarmes. Além disso, proíbe o uso da detecção ultra-sônica volumétrica como única fonte. O uso de detecção ultra-sônica ainda é permitido como segunda tecnologia. Isso porque o grupo de trabalho julgou que esse método de detecção é sujeito a falsos alarmes quando aplicado como única tecnologia.

O Capítulo 6 cobre os Sistemas Eletrônicos de Controle de Acesso. Esse capítulo define o que é um portal de acesso, a localização do leitor em relação ao portal, os sistemas de fecho a serem usados, e a interface entre o sistema de controle de acesso e o sistema de proteção da vida das instalações. A Seção 6.1.6 define dois métodos para saída do portal:

  1. Saída Livre
  2. Saída Controlada

A saída livre não requer um conhecimento especial do utilizador para utilizar o dispositivo de solicitação de saída (request-to-exit - RTE). A saída controlada vai requerer a utilização de credenciais de acesso que devem ser apresentadas a um leitor instalado do lado seguro do portal. As saídas controladas serão utilizadas para aplicações como:

  1. Anti Retorno (anti pass-back)
  2. Rastreamento (Mustering)
  3. Perambulação de pacientes
  4. Rapto de crianças
  5. Regra de “Duas pessoas”

O Capítulo 7 cobre os sistemas de Vigilância por Video. Isso pode incluir tanto os sistemas de televisão em circuito fechado (closed circuit television Systems - CCTV) como os sistemas de imagem digital (digital Imaging Sistems - DIS). Na Seção 7.1, estabelecem-se dois critérios-chave:

  1. O instalador deverá garantir que a imagem final cumpra com os requisitos de projeto
  2. O sistema será capaz de identificar claramente uma pessoa, um objeto ou uma cena de acordo com as exigências da autoridade competente.

Além das considerações ambientais que devem ser tomadas em conta para todos os sistemas eletrônicos de segurança das instalações que se encontram no Capítulo 4, o Capítulo 7 contém condições ambientais adicionais que devem ser observadas:

  1. Formação de gelo
  2. Ângulo de incidência dos raios solares
  3. Extremos de temperatura
  4. Carga pelo vento
  5. Chuva

O Capítulo 7 requer também que uma avaliação de risco sirva de base a montagem e ao alojamento da câmara, a ao seu acondicionamento para torna-la tão resistente como possível ao vandalismo. A NFPA 731 também oferece dois Anexos que serão úteis aos projetistas e instaladores de sistemas:

  • Anexo B – Especificações da Câmara
  • Anexo C – Seleção da Câmara

O Capítulo 8 cobre os sistemas anti assaltos a mão marmada, coerção, e ataque de surpresa. Esse capítulo foi criado principalmente a pedido dos agentes da Lei. A sua preocupação era que uma companhia chame um sistema “anti coerção”, e outra chame o mesmo sistema “anti ataque de surpresa”. Os agentes da lei não sabiam como responder a um alarme do sistema, e julgavam que estavam pondo em risco os seus agentes e o público.

O Capítulo 8 define os seguintes sistemas:

  • Sistemas de alarme de assalto a mão armada
  • Sistemas privados de alarme anti coerção
  • Sistemas públicos de alarme anti coerção
  • Sistemas de alarme de ataque de surpresa

Enquanto se aceita geralmente que um alarme de assalto a mão armada se aplique a um roubo a mão armada, existe uma confusão do lado dos agentes da lei sobre o que é um sistema anti coerção e um sistema anti ataque de surpresa. A NFPA 731 define um sistema público de alarme anti coerção como um dispositivo que pode ser observado pelo público. Um exemplo desse tipo de sistema encontra-se nos estacionamentos dos centros comerciais e nos campus universitários. Um sistema anti coerção privado não pode ser observado pelo público, como por exemplo um sistema destinado a alertar a segurança em serviços do governo ou em um hospital.

Um sistema anti ataque surpresa faz parte de um sistema de detecção de intrusão onde o usuário final introduz um código PIN de identificação pessoal secundário, que, enquanto aparentemente desarma o sistema, envia também um sinal único ao centro de monitoramento indicando que a pessoa que está usando o sistema foi forçada a entrar na instalação.

O capítulo final da primeira edição cobre os ensaios e a inspeção. Independentemente da qualidade de projeto e instalação de um sistema, se não for mantido vão ocorrer problemas nalgum momento no futuro. Como um sistema de alarme de incêndio ou qualquer outro sistema eletrônico ou mecânico, os sistemas eletrônicos de segurança de instalações precisam um programa corrente de manutenção. O Capítulo 9 requer que um programa de inspeção, ensaio e manutenção realize o seguinte:

  1. Satisfazer os requisitos da presente norma
  2. Seguir as recomendações do fabricante do equipamento
  3. Verificar a operação correta dos sistemas eletrônicos de segurança de instalações.

A Norma também exige na sua primeira edição que os defeitos sejam corrigidos dentro das 24 horas depois da indicação de falha ter sido recebida, a não ser que não haja um risco para a propriedade protegida.

O Capítulo 9 também requer que o pessoal de serviço seja qualificado e experiente na inspeção, ensaios e manutenção dos sistemas eletrônicos de segurança das instalações. Isso vai incluir mas não se vai limitar as seguintes qualificações:

  1. Treinado e certificado em fábrica
  2. Certificado ou licenciado por uma autoridade estadual ou local
  3. Pessoal treinado e qualificado empregado por uma organização certificada por um laboratório nacional de ensaios para a manutenção de sistemas eletrônicos de segurança de instalações.

Esse capítulo fornece também uma lista de métodos recomendados para ensaiar os sistemas eletrônicos de segurança das instalações.

O trabalho sobre a NFPA 731 não está completo. No momento de escrever este artículo, a votação do Relatório sobre Propostas para a segunda edição está nas mãos do Comitê Técnico. Com base no trabalho realizado na reunião sobre ROP, a segunda edição vai incluir uma série de mudanças em relação a primeira edição. A mais importante vai ser a adoção de um capítulo que cubra o monitoramento off-site desses sistemas e, para os sistemas de detecção de intrusão, introduzir na norma os requisitos para a Verificação Melhorada de Chamadas, um método de redução de falsos alarmes que tem dado muito bons resultados.

Enquanto ainda ha detratores do conceito que a NFPA prepare normas para sistemas de segurança, o consenso geral é que agora chegou o tempo de lidar com esses sistemas vitais que jogam um papel muito importante na nossa segurança interna.

SHANE M. CLARY, PH.D, de Livermore, em Califórnia, é membro do Conselho de Normas da NFPA. O Dr. Clary trabalhou no ramo da segurança dos alarmes automáticos de incêndio e estações centrais desde 1974, e é atualmente Vice-Presidente da área de Conformidade com Códigos e Normas da Bay Alarm Company, Pacheco, Calif. É colaborador dos Comitês 1, 72, 720, 730, e 5000 da NFPA. É também o autor do Pocket Guide to Electronic Security System Installation (Guia de bolso para a Instalação dos Sistemas Eletrônicos de Segurança) da NFPA

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