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Por Jesse Roman

Um novo estudo quantifica o impacto da mudança climática produzida pelo homem sobre a ameaça 

de incêndios florestais no oeste dos estados unidos

Por Jesse Roman

Os responsáveis do manejo florestal notaram uma tendência inquietante infelizmente corroborada pelas estatísticas: o problema dos incêndios florestais em todos os Estados Unidos, especialmente nos estados do Oeste, está piorando.

Sabe-se com certeza que as secas prolongadas e as temperaturas em aumento durante as últimas décadas elevaram de forma mensurável a "aridez do combustível" da paisagem – essencialmente, a aridez da floresta e do clima – mas não se sabe ao certo até que ponto e como os humanos contribuíram ao problema. Um estudo publicado em outubro em Proceedings of the National Academy of Sciences sugere que o impacto humano foi profundo.

No estudo "Impact of Anthropogenic Climate Change on Wildfire Across Western U.S. Forets," pesquisadores da Universidade de Idaho e da Universidade de Columbia estimam que a mudança climática causada pelo homem contribuiu para 10,4 milhões de acres, ou mais de 16000 milhas quadradas, de incêndios florestais adicionais na área durante o período 1984-2015, duplicando quase a área prevista na ausência de mudança climática causada pelo homem.

Enquanto tanto as variações normais do clima como a mudança climática causada pelo homem estão trabalhando juntas para secar a paisagem, os modelos numéricos do clima utilizados no estudo estimam que a atividade causada pelo homem "aumentou de forma significativa a aridez do combustível".

Os pesquisadores utilizaram oito indicadores para medir a aridez do clima e das áreas naturais, fatores que se relacionam ao risco de incêndio florestal. No total, entre o ano 2000 e o ano 2015, a mudança climática causou um aumento de 75% da área de floresta que tem uma aridez elevada na temporada de incêndio e acrescentou nove dias ao ano de alto potencial para incêndio, de acordo com as conclusões dos pesquisadores.

As estatísticas dos incêndios florestais parecem confirmar os maiores riscos de incêndio descritos no estudo. Em 2015, registraram-se 10 milhões de acres queimados em todo o país e pela primeira vez na sua história o serviço florestal dos Estados Unidos gastou mais da metade de seu orçamento anual apagando incêndios florestais, de acordo com os Serviços Florestais.

O problema dos incêndios florestais tem sido também exacerbado pelo aumento dos assentamentos humanos e atividades de supressão, que causaram um aumento das cargas combustíveis na paisagem, de acordo com o estudo. Com o aquecimento climático tornando essa carga combustível ainda mais inflamável, é de se esperar que os incêndios florestais cresçam mais rapidamente e queimem com maior violência que décadas atrás. É exatamente isso que está acontecendo.

"As pessoas me dizem que nunca viram incêndios tão ativos como os que estão combatendo agora," disse o Dr. A. Park Williams, um dos autores do estudo e professor assistente de pesquisa no Lamont-Doherty Earth Observatory de Lamont, Columbia, ao New York Times em outubro. "O que vemos no mundo dos incêndios [hoje] é muito diferente do que víamos nos anos 1990, e nos anos 2030, os incêndios serão totalmente diferentes do que vemos hoje."

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