Abordagem Integrada
      Perdeu o acesso?  

 

Comisionamiento & Provas Integradas

Abordagem Integrada

Por David R. Hague, PE

Uma nova e ambiciosa norma, a NFPA 3, está sendo desenvolvida como uma solução prática para os problemas associados aos testes e arranque dos sistemas de proteção contra incêndio e segurança humana.

Uma nova e ambiciosa norma, a NFPA 3, está sendo desenvolvida como uma solução prática para os problemas associados aos testes e arranque dos sistemas de proteção contra incêndio e segurança humana.

Os testes de aceitação dos sistemas de proteção contra incêndios e segurança humana constituem uma etapa crítica no fim de um projeto de construção, mas muitas vezes a forma como se realizam reduz a sua importância. Perguntem a uma autoridade competente, seja um bombeiro ou um representante da companhia de seguros, e eles dirão que os testes de aceitação são muitas vezes realizados de forma inadequada. É possível que os empreiteiros instaladores não estejam preparados para os testes de aceitação, que o sistema não esteja suficientemente completo para ser testado e que não funcione bem, que os testes integrados entre sistemas interconectados não tenham sido realizados ou mesmo especificados - os problemas potenciais podem vir de muitas fontes diferentes. O resultado é que os sistemas não funcionam bem e devem ser testados de novo, aumentando a demora e os custos do projeto.

Para ajudar a eliminar este problema, a NFPA desenvolveu a NFPA3, Comissionamento e Verificação Integrada dos Sistemas de Proteção contra Incêndios e Segurança Humana, nova norma que contém um programa formal de comissionamento, levando em consideração todos esses sistemas. O programa envolve também todas as partes interessadas no planejamento inicial do projeto e na monitoração do desenho e construção desses sistemas durante todo o projeto. Isso visa dar uma visão de conjunto por meio duma melhor documentação das necessidades do proprietário do edifício, do cumprimento dos códigos aplicáveis, da inspeção e verificação durante a construção, resultando num controle de qualidade melhorado e em sistemas que passam os testes de aceitação a primeira vez, cada vez.

O comissionamento, que tem lugar no final dum projeto de construção, foi tradicionalmente considerado como o teste de aceitação dos sistemas e equipamentos num edifício. É visto muitas vezes como um processo doloroso e mal executado, que muitas pessoas temem - doloroso porque os testes ocorrem com pouco planejamento e preparação (e muitas vezes no fim do contrato, onde resta pouco dinheiro para essa atividade), e mal executado porque, em muitos casos, os empreiteiros individuais não conhecem os requisitos da verificação integrada e não estão preparados para realizar testes integrados.

A NFPA 3 cobre os requisitos mínimos para os procedimentos, os métodos e a documentação para o comissionamento, descritos como “um processo sistemático que assegura o desempenho dos sistemas dos edifícios de acordo com a intenção do projeto e as necessidades operacionais dos proprietários.” Cobre também a verificação integrada dos sistemas ativos e passivos de proteção contra incêndio e segurança humana, desde as comunicações de alarme de incêndio e emergências até os elevadores e as operações de cozinhas comerciais.

O objetivo de um programa abrangente de comissionamento é melhorar a comunicação das necessidades dos proprietários dos edifícios à equipe de projeto, e a seguir verificar que essas necessidades são satisfeitas. O comissionamento também melhora a documentação e verificação, para que um sistema seja instalado de acordo com os requisitos dos códigos e normas. Enquanto o comissionamento é um processo que nunca acaba realmente, realizado adequadamente fornecerá uma melhor documentação dos sistemas, uma melhor formação do pessoal de operações, e melhores programas de inspeção, verificação e manutenção durante todo o ciclo de vida do sistema.

Os alicerces da norma
Em 2005, a NFPA produziu um livro chamado “Comissionamento de Sistemas de Proteção contra Incêndio”, escrito por David R. Hague, que fornece informação detalhada sobre o processo. Em 2007, foi formado o Comitê Técnico sobre Comissionamento dos Sistemas de Proteção contra Incêndio e Segurança Humana. O comitê não elabora os requisitos dos testes de aceitação, mas pode extrair esses requerimentos dos documentos adequados para sua inclusão na NFPA 3.

Inicialmente, a força impulsora por trás do comissionamento foi assegurar que os sistemas de aquecimento, ventilação e climatização (HVAC - sigla em inglês para Heating, Ventilation and Air Conditioning) sejam adequadamente instalados. A maioria dos engenheiros ou gestores dirá que um sistema HVAC mal comissionado resulta em aumento dos custos de operação, devido ao consumo de energia e às chamadas constantes dos ocupantes dos edifícios que se queixam do excessivo frio ou calor. Apesar de o sistema de proteção contra incêndio não ter o mesmo consumo de energia que o sistema HVAC, trata-se igualmente dum sistema crítico. Quando um sistema de proteção contra incêndio falha, os motivos principais incluem o corte do sistema, a falta de manutenção, o sistema inadequado em relação ao tipo de incêndio e danos a componentes do sistema. O adequado comissionamento pode testar e identificar muitos desses problemas, reduzindo a probabilidade de falhas do sistema de sprinkler.

Os proprietários de edifícios deveriam gastar mais tempo e dinheiro com o comissionamento, já que existe um benefício direto com a obtenção dum programa formal de comissionamento, além de saber que o sistema funcionou durante um incêndio. De acordo com o Guia Integral de Projetos de Edifícios WBDG (sigla em inglês para Whole Building Desing Guide) do Comitê de Gestão de Projetos do Instituto Nacional de Ciências da Construção, os proprietários de edifícios obtém uma economia de US$ 4 por dólar investido em comissionamento, nos primeiros cinco anos. Isso porque um sistema de proteção contra incêndios que foi adequadamente comissionado requer menos chamadas de serviço para reparos, resultando em custos de operação menores. (Para mais informação sobre esse tópico, visite www.wbdg.org/project/buildingcomm.php.)

Embora já seja obrigação dos profissionais da construção fornecer um sistema funcional com a documentação e os testes adequados, a documentação muitas vezes é tratada de forma deficiente, apesar das normas e códigos do sistema exigirem que a documentação seja mantida em arquivos durante a vida útil do sistema. A NFPA 3 requer que a documentação seja conservada porque a sua perda complica a manutenção e reparos no sistema ou de seus componentes, aumentando novamente os custos.

 

Abrangente
A NFPA 3 se aplica tanto aos sistemas passivos como aos ativos, incluindo:
•  Infra-estrutura de apoio aos sistemas de proteção contra incêndio e segurança humana do edifício, dentro dos limites da área do projeto
•  Sistemas fixos de proteção, supressão e controle de incêndios
•  Sistemas de alarme de incêndio
•  Sistemas de comunicação de emergência
•  Sistemas de controle e gestão da fumaça
•  Sistemas de energia e iluminação, normais e de emergência
•  Sistemas de prevenção e controle de explosões
•  Portas corta-fogo, janelas, paredes e outros conjuntos resistentes ao fogo e à fumaça
•  Operações de cozinha comercial
•  Sistemas de elevadores
•  Extintores de incêndio
•  Sistemas e componentes de meios de saída
•  Outros sistemas e equipamentos ativos e passivos de proteção contra incêndio e segurança humana
•  Outros sistemas ou instalações integrados ou conectados a um sistema de proteção contra incêndio e segurança humana

Próximos passos
Data de distribuição do Informe de Propostas: 28 de dezembro de 2009
Data de encerramento para comentários: 5 de março de 2010

O Comitê Técnico (CT) sobre o Comissionamento de Sistemas de Proteção contra Incêndios e Segurança Humana desenvolveu um esboço da NFPA 3, disponível no www.nfpa.org. O documento será processado no ciclo de revisão do outono 2010.

Além do capítulo administrativo, a NFPA 3 incluirá também capítulos sobre publicações e definições de referência. Atualmente, a norma inclui capítulos sobre requisitos gerais para comissionamento, sistemas integrados, sistemas interconectados, testes periódicos integrados, re-comissionamento e retro-comissionamento dos sistemas de proteção contra incêndio e segurança humana, qualificações do pessoal de comissionamento, formulários e documentação de comissionamento e requisitos de informação sobre os sistemas de proteção contra incêndios e segurança humana. A organização e os títulos dos capítulos propostos podem mudar antes que se solicitem propostas públicas, assim como o conteúdo dos capítulos propostos.

Preparando um programa de comissionamento
A preparação dum programa de comissionamento implica a divisão do projeto de construção em quatro fases principais: a programação, o projeto, a construção, e a conclusão do projeto. Na fase de programação, cria-se a equipe de projeto que inclui o proprietário do edifício, o pessoal de operação, o gestor da construção, a autoridade competente, e um projetista profissional registrado (RDP, da sigla em inglês para Registered Design Professional) para cada disciplina. O proprietário descreve as funções previstas para o edifício e contrata os serviços do RDP, quem assume a responsabilidade de projetar componentes, conjuntos e sistemas, e de preparar, iniciar e monitorar o programa de comissionamento. O proprietário também fornece os fundos para todo este trabalho.

Durante a fase de projeto, um agente de comissionamento ou administrador prepara as especificações do comissionamento e o programa geral. O resultado da fase de projeto inclui um plano de comissionamento ajustado ao projeto de construção específico, um documento sobre bases de projeto (BOD - da sigla em inglês para Basis Of Design), e a especificação do comissionamento. O BOD descreve os passos críticos do projeto e inclui a descrição do edifício e as leis e regulamentos aplicáveis, como os da NFPA, a Administração de Segurança e Saúde (OSHA, da sigla em inglês para Safety and Health Administration), e a Lei de Americanos com Deficiências (ADA, da sigla em inglês para Americans with Disabilities Act). O documento descreve o sistema de proteção contra incêndio e segurança humana e estabelece quem tem responsabilidade de projeto ou quem é o RDP.  

O BOD fornece também a metodologia de projeto do sistema de proteção contra incêndio, incluindo a notificação dos ocupantes dos edifícios e os procedimentos de evacuação, e as precauções a tomar durante a construção. Descreve os métodos de inspeção, testes e manutenção do sistema, incluindo qualquer consideração especial em relação aos aspectos específicos tanto dos projetos baseados no desempenho como nos prescritivos. O BOD deveria interpretar e esclarecer os códigos e normas para a autoridade competente e o projetista, e deveria identificar qualquer isenção ou variação dos requisitos do código no processo normativo. Uma parte importante do BOD é uma seção com critérios detalhados de testes que estabelece claramente se os testes são baseados no desempenho, ou se são prescritivos, ou ambos. O BOD especifica também procedimentos de testes, incluindo testes integrados com outros sistemas.

Uma parte igualmente importante é uma seção sobre critérios de testes que descreve o equipamento e as ferramentas necessários, incluindo hardware específico, e as aprovações de documentação e os avisos de notificação necessários. O BOD é submetido a todas as autoridades competentes para o projeto e a sua aprovação se torna parte do pacote de documentação de conclusão do projeto.

A fase de desenho de um projeto inclui também atividades específicas, como a obtenção das solicitações de autorização e o processo de verificação do plano. A verificação do plano deveria ser completada e uma autorização de instalação do sistema obtida antes que comece a construção. O processo de solicitação de autorização varia de jurisdição a jurisdição, mas deveria incluir informação como a identificação e a descrição do trabalho; a descrição do terreno e do uso ou ocupação do edifício, seus planos e especificações; a avaliação financeira do trabalho proposto, e a assinatura da entidade que autoriza. O BOD é uma ferramenta importante nesta fase do projeto.

A componente de análise do plano na fase de projeto envolve a autoridade competente, quem recebe a informação e a verifica em relação à norma legal, como o código de edificações ou a norma de instalação. A autoridade competente emitirá a aprovação ou a lista de correções e a autorização de instalação do novo sistema. Além do agente de comissionamento, entidade independente contratada pelo proprietário do edifício, a autoridade competente pode inspecionar periodicamente o trabalho instalado. A autoridade competente assiste também aos testes de aceitação e arquiva cópias de todos os registros do projeto para análise pública.

A fase de construção envolve principalmente o agente de comissionamento, quem inspeciona o fornecimento de material, instalação básica e os acabamentos, e observa os testes pré-funcionais e funcionais dos sistemas e equipamentos. Os testes de pré-funcionamento são requeridos para verificar a instalação correta dos sistemas e componentes e sua adequada integração aos outros sistemas. A realização desta verificação antes dos testes finais é importante devido às questões de coordenação envolvidas no calendário do teste final de aceitação. O agente de comissionamento notifica o gestor da construção acerca de qualquer deficiência, inicia e supervisiona todas as ações corretivas requeridas.

A fase final do projeto envolve muito mais do que testes de aceitação e a apresentação final da documentação do sistema. Pode também envolver operações de formação de pessoal utilizando a documentação final de projeto, como os desenhos conforme a obra (as-built), e os manuais de manutenção (O&M), que são excelentes ferramentas de formação. Além da informação sobre manutenção, a O&M deveria incluir o BOD, bem como uma lista completa de equipamento, requisitos de manutenção para cada componente, todos os relatórios de testes e inspeção, os sobressalentes recomendados, a informação correta para cada fornecedor, desenhos conforme a obra e garantias do sistema. Dependendo do tamanho e complexidade do projeto, pode ser necessária uma formação formal em salas de aula.

O comissionamento não tem por objetivo reinventar a roda, mas simplesmente fornecer os meios de verificar se todas as tarefas foram completadas - e completadas corretamente. Enquanto as estatísticas da NFPA indicam que os sprinklers operam e operam de forma eficiente 90% das vezes, muitos sistemas não têm o desempenho desejado por motivos que podem ser evitados por meio de bom comissionamento. Um método organizado para projetar, instalar e documentar, testar e, mais importante, manter um sistema de proteção contra incêndios e segurança humana melhorará um registro de desempenho já impressionante.

David R. Hague, P.E., era engenheiro de proteção principal na NFPA e ajudou a estabelecer o projeto e comitê técnico da NFPA 3. Ele é atualmente diretor da Unidade Técnica de Engenharia da Liberty Mutual Property em Weston Massachusetts.

Share

nós

Quem nós Somos

A National Fire Protection Association (NFPA) é a fonte dos códigos e normas que regem a indústria de proteção contra incêndios e segurança da vida.