A definição de Comissionamento
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Comisionamiento & Provas Integradas

A definição de Comissionamento

Por Fred Durso, Jr.

A NFPA 3: para que serve, a quem se dirige e como pode facilitar a vida dos proprietários de edifícios, dos empreiteiros, dos projetistas e das autoridades.

A NFPA 3: para que serve, a quem se dirige e como pode facilitar a vida dos proprietários de edifícios, dos empreiteiros, dos projetistas e das autoridades.

Um dos documentos que serão submetidos à discussão na Reunião Técnica da Associação, em 14 e 15 de junho, em Boston, é a NFPA 3, Prática Recomendada para o Comissionamento e Teste Integrado dos Sistemas de Segurança contra Incêndio e Proteção da Vida. Matt Klaus, engenheiro sênior de proteção contra incêndio da NFPA e pessoa de contato para o documento, fala sobre seu desenvolvimento e aplicação.

Qual é o objetivo do Documento?
O comissionamento, de acordo com a definição da NFPA 3, é um processo sistemático que fornece a confirmação, documentada, de que todos os sistemas do edifício funcionam de acordo com o planejado. É importante notar que o comissionamento é um processo – não é um ato único no campo e não se trata de cabear algo, não é um dispositivo de teste. É um processo que se desenvolve desde o início até o final do projeto e continua durante a ocupação com o recomissionamento e os testes integrados periódicos. O processo tem por objetivo assegurar que os sistemas funcionam como planejado e que os processos foram executados de forma correta.

Que tipos de sistemas estão incluídos?
A NFPA 3 se concentra nos sistemas ativos e passivos de protecção contra incêndios e segurança humana. Os sistemas ativos abrangem desde sistemas de sprinklers e sistemas de alarme de incêndio muito caros, até sistemas que são provavelmente aplicados com menor freqüência, como o controle de fumaça ou os sistemas de nevoa d’água. Alguns são muito comuns, outros abrangem um em mil edifícios construídos; a NFPA 3 se aplica a todos eles. O lado passivo inclui as paredes classificadas contra incêndio, as portas cortafogo classificadas e os sistemas de proteção das penetrações, itens que proporcionam resistência ao fogo e meios passivos de proteção da vida.

Porque o documento é necessário?
Atualmente não existe uma abordagem padronizada que permita o acompanhamento, pelo proprietário, do processo de projeto e construção. Muitas vezes o proprietário tem seu nível de expectativa acerca daquilo que está comprando, mas o produto terminado não corresponde ao esperado. Historicamente, não existe de fato uma forma de quantificar ou monitorar essas expectativas. É isso que o comissionamento faz. Garante a existência dum processo que guia o proprietário durante o pré-planejamento, projeto, construção, e ocupação, mostrando aquilo que se espera de todos os sistemas ativos e passivos do edifício em todos esses passos. É projetado para que os proprietários de edifícios possam descansar a noite sabendo que terão, de fato, aquilo pelo que pagaram e que tudo está sendo feito da forma correta. Muitas vezes os proprietários estão realmente às escuras. Eles não são peritos da construção, não são peritos da proteção contra incêndio, não são peritos da construção de telhados. Eles precisam confiar muito nas pessoas que contratam.

Isso é apenas para edifícios?
Edifícios, tuneis rodoviários, aeroportos, praticamente qualquer construção. É um processo sistemático, aplicável quase a qualquer projeto para garantir que, no final, os proprietários tenham aquilo que queriam quando começaram. Funciona para um edifício comercial de venda a varejo de duzentos metros quadrados, onde a equipe de comissionamento terá talvez apenas cinco membros e o comissionamento levará apenas três a quatro semanas. Funciona também para um hospital, onde a equipe de comissionamento poderá ter noventa membros e levará trinta meses do projeto até a construção. O comissionamento abrange um pouco de tudo, por isso foi muito difícil padronizá-lo.

É por isso que é uma prática recomendada e não um código?
Exatamente. Alguns anos atrás, quando o documento estava em preparação, a intenção era produzir uma norma, significando que a formulação teria caráter obrigatório. A esperança era que seria adotado pelos estados. O documento perdeu o ciclo e voltou à fase do ROP. Durante os dois últimos anos o comitê técnico deu muitas voltas para determinar se seria possível de fato tornar obrigatório o comissionamento - é um processo altamente administrativo e difícil de equacionar. Finalmente, o comitê decidiu que não seria possível padronizá-lo. Mas podemos dizer às pessoas: “Pensamos que o processo deveria ser esse. Essas são as coisas que deveriam fazer e as pessoas que deveriam estar envolvidas.” É por isso que foi escrito como uma prática recomendada.

Está em discussão a remoção do componente de testes integrados da NFPA 3 e a criação duma nova norma com aquele material. Qual é o problema aqui?
Os testes integrados são uma atividade de campo que garante que todos os sistemas interconectados podem se comunicar entre eles como previsto pela equipe de projeto. O comitê concordou que isso pode e deve ser padronizado. Não há nada nos códigos do IBC ou da NFPA que requeira os testes integrados. O comitê da NFPA 3 foi ao Conselho de Normas na sua reunião de março e pediu um novo projeto, que consistia em levar a parte sobre os testes integrados da NFPA 3 e iniciar um novo documento chamado NFPA 4, Testes Integrados. O Conselho de Normas busca comentários públicos e saberemos, em agosto, se somos capazes de separar essa parte da NFPA 3 e integrá-la numa NFPA 4. Julgo que este ano ouvirão conversas na reunião anual acerca da parte sobre testes integrados e aquilo que se faz com ela.

Os outros códigos da NFPA não cobrem as práticas de testes integrados?
O âmbito de documentos como a NFPA 13 ou o NFPA 72 é fornecer requisitos para o projeto, instalação e testes de aceitação desses sistemas, e só desses. Nenhum dos documentos diz “quando esses sistemas se comunicam com outros sistemas, é preciso testá-los, e essa é a forma de fazê-lo.” Os outros documentos de projeto não podem fazê-lo, porque seu âmbito não cobre os requisitos para outros sistemas. Então precisamos realmente um documento separado com essa finalidade, que é o que estamos tentando desenvolver aqui.

Qual é a Gênesis da idéia da NFPA 3?
Cerca de cinco anos atrás o Instituto Nacional de Ciências da Construção contatou a NFPA para preparar diretrizes sobre o comissionamento dos sistemas de proteção contra incêndio. Eles visitaram diferentes organizações e pediram que preparassem algo sobre comissionamento nas suas respetivas áreas de especialidade. Foram a ASHRAE para os sistemas HVAC, ao IEEE para os sistemas elétricos e à Associação dos Construtores de Telhados para os sistemas de cobertura. Todos deveriam participar num programa integral de comissionamento das edificações do NIBS. Pensava-se que o NIBS juntaria esse conjunto de dez ou quinze normas ou diretrizes para dizer como comissionar um sistema específico num edifício.

Você entrou na NFPA faz pouco tempo. Onde estava antes?
Era engenheiro de proteção contra incêndio e consultor, e trabalhei no mundo inteiro, no Médio Oriente, na Grã-Bretanha e aqui nos Estados Unidos.

E tem um leque de experiências no âmbito do comissionamento?
Tenho. Fiz a parte sobre a análise de planos, onde os projetistas desenharam algo e eu devo garantir que seguiram os códigos aplicáveis, falaram com as pessoas certas e conseguiram as aprovações corretas. Fiz a parte de construção, realizando inspeções de campo durante a instalação dos sistemas, voltando mais tarde para realizar uma inspeção final da construção, para garantir que o resultado final esteja certo. Fiz testes de aceitação para sistemas individuais e testes integrados de sistemas.

A partir de sua experiência, qual é a parte mais complicada desse tipo de testes?
Exatamente o fato que ninguém nunca exigiu que os fizessem. Quando os proprietários preparam os contratos com seus empreiteiros, eles incluem uma formulação que diz “Garantam que todos os testes cumpram os requisitos da NFPA 72,” Então alguém realizará um teste de componentes ou um teste de aceitação de todo o equipamento relacionado com o 72, mas ninguém faz algo realmente integrado. Você chega ao final dum projeto e cada um olha para os outros, dizendo, “OK, eu fiz minha parte, cumpro os requisitos do meu Código.” E o proprietário se pergunta quem garantirá que tudo funcione de forma integrada. E é assim que as coisas podem falhar, - você não tem a certeza que esses sistemas funcionam juntos e não sabe aonde ir para buscar orientação. Em algumas jurisdições, as autoridades competentes requerem que o faça e lhe informam logo no início, mas não existe um requisito escrito.

O que pensam os observadores acerca da NFPA 3? Acham que uma prática recomendada seria de fato utilizada?
Sim. A NFPA 3 servirá de referência para esse tipo de orientações, já que foi elaborada por uma organização internacionalmente reconhecida no desenvolvimento de normas e porque é realmente o primeiro documento desse tipo, será realmente muito valiosa e útil.

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A National Fire Protection Association (NFPA) é a fonte dos códigos e normas que regem a indústria de proteção contra incêndios e segurança da vida.